Já imaginou respirar um ar tratado, livre de bactérias, vírus, odores e com a capacidade de evitar a proliferação de fungos do ambiente? Com o avanço das tecnologias e soluções voltadas para a climatização, o mercado oferece equipamentos capazes de tratar o ar no espaço e antes de chegar nele. Isso é possível para diferentes locais, inclusive para hospitais, onde a tecnologia é específica e ajuda a eliminar as partículas que podem ser maléficas à saúde.
A qualidade do ar, assim como o tratamento, é algo impossível de se enxergar, porém, o que se respira é formado por várias partículas e, muitas delas, têm vírus, bactérias e os Compostos Orgânicos Voláteis (COV), representado pelo cheiro, por exemplo, pois ele tem tempo de duração. Na área hospitalar, considerada como crítica, onde há uma concentração de doenças infecciosas, foi desenvolvida uma tecnologia direcionada para tratar esse ar contaminado, pois há casos de bactérias, que matam e que vem pelos dutos contaminados dos aparelhos de ares-condicionados, que são adquiridas pelas vias aéreas. A partir disso, foram desenvolvidas algumas leis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o Plano de Manutenção de Operação e Controle (PMOC) que prevê a limpeza do equipamento para que a qualidade do ar seja adequada ao ser humano.
A tecnologia disponível no Pará é desenvolvida pelo Grupo EcoQuest. De acordo com Leandro Pissolati, sócio-diretor do Grupo Imperador das Máquinas, distribuidor exclusivo do EcoQuest, o equipamento que trata o ar é, normalmente, instalado na rede de duto que fará a distribuição desse ar tratado no corredor, ambulatório, sala de cirurgia e etc. Na área hospitalar se usa a tecnologia Ionização Radiante Catalítica (IRC) - para a descontaminação - desenvolvida pela NASA e adaptada para uso comercial.
Essa tecnologia, que produz peroxido de hidrogênio (água oxigenada na forma gasosa) que tem uma grande capacidade de higienização e garante a inativação de micro-organismos, quebra dos compostos orgânicos voláteis (COVs) e reduz significativamente odores que possam existir no ambiente, tudo de forma natural e segura. Esse equipamento pode ser instalado em todo sistema de ventilação ou climatização, centralizada ou acima do ventilador ou ainda nos dutos anexos do ar-condicionado. As lâmpadas estão dimensionadas para adaptar-se a diferentes potências dos sistemas de ventilação.
HIGIENIZAÇÃO
No mesmo conceito, há também o equipamento portátil, que ataca o mofo, adequado para a realidade úmida da Região Amazônica. “Esse equipamento mata o mofo com a mesma tecnologia. Pode ser colocado em guarda-roupa, por exemplo, ou em áreas que ficam muito tempo fechadas. Esse tratamento purifica o ar de uma forma que ele trabalha a qualidade dele, micro-organismos, bactérias, vírus, e tira o odor também, principalmente dos fungos”, detalha o empresário.
É possível ainda fazer a higienização do ar-condicionado do carro com outro modelo de tratamento, por exemplo. “Com trinta minutos de ativação, é tirado todo o odor do veículo, aquele mau cheiro que fica provocado pelo cigarro ou algo líquido que caiu dentro do carro, por exemplo”, comenta Leandro.
A manutenção geral desses equipamentos deve ser feita, em média, a cada 2 anos. Já a manutenção de limpeza a cada 30 dias. “É um custo baixo, mas que varia de ambiente para ambiente. Dentro do hospital, é mais barato tratar o ar do que ter de responder a processos por contaminação. São produtos que estão regulamentados e grandes hospitais do país já utilizam essa tecnologia para ter um resultado na qualidade”, afirma o empresário.

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