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Salve suas finanças no pós-férias. Veja como reorganizar os gastos 

Mal acabou o mês das férias e as contas já começam a bater à porta. Seja aquele final de semana na praia com a família, almoço no clube ou os passeios no cinema ou qualquer outro gasto não planejado. São vários os motivos que podem levar a acender o alert

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Imagem ilustrativa da notícia Salve suas finanças no pós-férias. Veja como reorganizar os gastos  camera Todos os gastos familiares devem ser postos em planilhas | Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Mal acabou o mês das férias e as contas já começam a bater à porta. Seja aquele final de semana na praia com a família, almoço no clube ou os passeios no cinema ou qualquer outro gasto não planejado. São vários os motivos que podem levar a acender o alerta vermelho no orçamento na volta do descanso. Para evitar essa situação, será preciso muita organização financeira, disciplina e também corte de gastos. Quem dá as dicas de como recuperar as finanças após o período de férias é a educadora financeira Ana Ferrari.

Para ela, o ideal é fazer um planejamento para o período de férias e assim evitar ser surpreendido negativamente com dívidas extras. Mas caso isso não seja mais possível, o melhor a fazer é tentar se reorganizar. “O ideal é reunir a família para conversar sobre finanças. Sei que esse não é um assunto legal para se discutir, mas essa reunião é fundamental”, diz. A conversa deve partir de uma planilha onde estarão todas as dívidas e despesas da família. “Tudo precisa ser anotado, inclusive as taxas, os juros, as pessoas para quem se deve, se esse for o caso”, completa.

O segundo passo, é estimar todos os ganhos da família para o próximo mês. “Nesse aspecto é preciso reunir toda a receita líquida do período e ficar atendo aquelas despesas variáveis, como por exemplo, a conta de energia elétrica. É preciso discutir em família, onde é possível economizar, onde dá para tentar baixar a conta, seja no banho, (diminuindo o gasto com o chuveiro elétrico) seja em outros pontos. Todas possibilidades precisam ser discutidas nesse momento”, afirma.

Outro ponto que pode e deve ser conversado diz respeito à alimentação. “Temos aquela que se faz em casa e a de fora de casa. É possível trabalhar com as duas. Na primeira, é necessário rever os gastos no supermercado, se for o caso, mudar as marcas para outras mais em conta, deixar de fazer estoques, fugir de algumas promoções. Ou seja, comprar apenas o que for realmente necessário para aquele período. É importante ter em mente que os desperdícios nesse caso costumam ser em torno de 30%”, ressalta.

EMPRÉSTIMO

Dentro das despesas variáveis, a educadora financeira também indica rever outros gastos. “No caso da TV à cabo, por exemplo, é importante essa família se reunir e saber se é possível ficar um tempo sem esse serviço, por exemplo”, indica. Após a revisão das despesas extras, Ana Ferrari afirma ser possível pensar ainda em ganhos extras. “É necessário ver no que cada um pode colaborar, seja fazendo um bazar com itens que não estão sendo utilizados, seja levando-se em conta algum dom e assim gerar renda extra, como dar aulas”, destaca.

A última opção, segundo a educadora financeira, deve ser a que vai exigir um maior empenho, diz respeito a um possível empréstimo. “Se as dívidas forem no cartão de crédito ou no cheque especial, que possuem juros altos, é possível pensar, por exemplo, em um empréstimo consignado, trocando a dívida de juros maior por uma com juros menores”, diz.

Mas ela faz um alerta. “Essa possibilidade só pode ser realmente usada se a família for conseguir arcar com essa dívida, com essas parcelas, caso contrário, essa não é uma opção a ser considerada”. Para saber se isso será possível, algumas questões devem ser levadas em contas. “Depois de anotar todos os gastos e ganhos líquidos da família, é preciso saber se aquela parcela vai caber dentro daquele valor que ficou”, ensina.

Dicas financeiras economizar no pós-férias

- Não fazer novos gastos no cartão de crédito;

- Procurar não contrair novas dívidas enquanto não quitar as já existentes;

- Após consegui sair do vermelho iniciar um planejamento de gastos para o período que se segue;

- Investir em alguma renda extra (fazer artesanato, dar aulas, fazer um bazar com coisas que não uso mais, mas estão em bom estado, etc.);

- Não comprar por um impulso, avaliar se realmente é necessário adquirir aquele item naquele momento;

- Nunca fazer gastos maiores que a renda líquida da família;

- Nas compras de supermercado, pegar apenas aquilo que será usado no mês pela família;

- Fugir de liquidações que incentivam a adquirir itens supérfluos;

- Assim que possível, começar a guardar uma reserva mensal equivalente a 10% da renda líquida da família (mas esse percentual pode iniciar com 5%).

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