Sem cobertura, assento ou qualquer estrutura para abrigar os usuários do transporte coletivo, muitas paradas de ônibus têm deixado a população de Belém à mercê do sol e da chuva, do desconforto e provocado reclamações. “Já fiquei várias vezes debaixo de chuva esperando o ônibus porque não tem onde se esconder. Quando dá, a gente corre para ficar debaixo da cobertura de alguma loja. Nem sempre dá. É assim em vários lugares. Quem anda de ônibus, ainda sofre com essa situação”,
desabafa David Medeiros, 31, técnico de telefonia.
O ponto que David reclama é na avenida Augusto Montenegro, próximo à rodovia Mário Covas. Lá, até pouco tempo atrás havia abrigo para os usuários, porém, com a etapa concluída do BRT Belém, a estrutura foi retirada e substituída apenas pelaplaca de parada de ônibus.
Assim ocorre em outro trecho da avenida, em frente ao conjunto Benjamin Sodré, onde a serviços gerais Daiane Lima, 30, usa alguns blocos de concreto de assento enquanto espera o ônibus. “É horrível não ter onde sentar, sem contar que a gente fica ilhado, principalmente quando chove. Se sente desprotegido mesmo. O jeito é tentar improvisar”, comenta.
A professora Regiane Soares, 61, diz que já percebeu que existem poucos abrigos na cidade com estrutura boa. “Os poucos que tem estão caindo aos pedaços. A maioria está assim: só com a placa. Quando o sol está forte, se forma aquela fila na sombra do poste. A gente fica desabrigado, faça chuva ou faça sol”, diz a moradora do bairro do Parque Verde.
PROMESSAS
De acordo com a Prefeitura de Belém, “atualmente existem 1.513 pontos de paradas de ônibus no município, sendo que desse total, 570 possuem abrigos, cuja implantação depende de requisitos como: largura suficiente da calçada para ajustar o abrigo e ainda dar espaço para a circulação de pedestre, não ser instalado em uma área tombada pelo patrimônio histórico ou sobre piso tátil para deficientes visuais, não estar em frente às garagens, entre outros. Locais em que há marquises nas calçadas também não comportam abrigos de ônibus”.
Ainda segundo a nota enviada pela Prefeitura, foi realizado um mapeamento dos demais pontos de ônibus que necessitam de implantação ou manutenção de abrigos. “Para tanto, lançou três concorrências públicas e todas deram desertas (nenhuma empresa manifestou interesse). Um novo processo licitatório será lançado em breve.”
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