Desde o primeiro momento em que pisou na instituição para cursar psicologia no ano passado, Andreza dos Santos diz estar enfrentado diversos obstáculos na Faculdade da Amazônia (Faam), localizada na rodovia BR-316, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB).
“Eu enfrento esse problema desde o primeiro dia de aula do curso quando a apresentação foi feita no auditório da faculdade, que fica no andar superior”, relembra a estudante que precisou encarar um lance de escadas para estar junto com os colegas de classe.
Ciente da situação, conta Andreza, a instituição realocou a turma de Andreza para o térreo, onde as aulas seguiram normalmente até que, próximo do final do semestre anterior, tentaram usar o único elevador da instituição para atender às aulas, o que não foi possível porque a cadeira era grande demais e o elevador, não era “acessível o suficiente”.
Naquele dia, como mostram as fotos recebidas por outros alunos e amigos de Andreza, ela precisou contar com a boa vontade dos colegas:

Na época, segundo a denunciante, a Direção alegou que a cadeira não cabia no elevador e não poderia ser feito, mas que teria garantido que iria solicitar um mais adequado e que seria instalado em julho para funcionar junto com a volta às aulas na instituição. A promessa, no entanto, não teria sido cumprida.
“Eu falei com o coordenador do curso antes de voltar para a instituição e ele disse que não iriam instalar um novo elevador porque não iriam gastar dinheiro. É difícil assim porque não sou eu que tenho que me adequar à faculdade, mas eles a mim”, desabafa Andreza que entra no quarto semestre descrente que a situação seja resolvida.
O OUTRO LADO
O DOL procurou a instituição da Faam na tarde desta terça-feira (6) para obter um posicionamento a respeito do caso. Em resposta, a Direção afirmou que “foi providenciada a compra de uma cadeira de rodas específica que adentre no elevador” e garantiu que a previsão da entrega da cadeira está prevista para até o final dessa semana.
A respeito da acessibilidade da estudante desde o início do ano letivo, a instituição informou que, por conta da cadeira ser um pouco maior do que o normal, foi preciso realocar a turma para o térreo. “A turma segue normalmente com as aulas e a aluna não foi prejudicada em nenhum momento”, frisou.
Já a respeito do novo elevador, a Direção respondeu que “ainda não foi possível realizar a mudança e que por isso foi providenciada a compra da cadeira”.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar