Setores econômicos como indústria, serviços e, principalmente, o comércio devem abrir cerca de 4.200 vagas para temporárias neste final de ano, somente na Região Metropolitana de Belém. A estimativa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). Por conta das altas taxas de desempregos registradas este ano – somente no Pará são 441 mil desocupados – a corrida em busca dessas colocações deve ser intensa. Por isso, é preciso estar preparado para as oportunidades previstas.
A psicóloga organizacional, especialista em Gestão de Pessoas, Thayanna Barroso, explica que tudo começa pela preparação de um bom currículo. “Deve ser objetivo, com dados pessoais, formação, resume das qualificações, as experiências, sempre começando pelas mais atuais e usando apenas aquelas relacionadas à vaga. Tudo isso em no máximo em duas páginas”, explica. “Lembrando que não é mais preciso assinar o currículo, pretensão salarial, colocar referência, nem aquele título ‘currículo vitae’, que já caiu em desuso”, ensina ela, destacando ainda que vale à pena investir em currículos direcionados especificamente para as vagas.
Caso tenha o currículo selecionado, é bom começar a se preparar para a próxima etapa, a entrevista. “O ideal é estudar a vaga, a empresa, acessando o site institucional dela. Por que quando se faz uma entrevista de emprego, a pessoa na verdade está querendo saber se o candidato tem o perfil para a vaga. Por isso, cabe ao candidato prova que tem as competências necessárias para ser aprovado”, explica a especialista.
É preciso ter ainda outros cuidados. “Por exemplo, com o horário que vai chegar a entrevista para não chegar atrasado. Usar uma roupa apresentável, arrumada. Mas nem sempre a melhor roupa é mais adequada para uma entrevista de emprego, por isso é importante estudar um pouco da cultura da empresa, para saber como é seu estilo”, justifica.
A entrevista deve ocorrer de maneira fluida. “De acordo com as perguntas, o candidato deve ir respondendo. Se ele quiser acrescentar alguma coisa que vá somar, de forma pertinente aquilo que está sendo perguntado, não tem problema falar. A pessoa deve procurar se sentir à vontade, procurando mostrar quem ela realmente é e suas competências. Dessa forma, ela pode conquistar a vaga”, orienta.
SUPERMERCADOS
Um dos setores que deve contratar temporários para as festas de final de ano é o supermercadista. A expectativa da Associação Paraense Supermercados (Aspas) é que haja um incremento de 6% em relação ao quadro de funcionários fixos dessas empresas.
As vagas devem começar a ser ofertadas a partir do mês de novembro. Normalmente cada estabelecimento organiza a melhor foram de fazer a seleção para as vagas. Em alguns casos, é feita na própria empresa ou por meio de empresas de Recursos Humanos responsáveis pela seleção. Por isso, é importante ficar atento.
O presidente da Aspas, Jorge Portugal destaca que as vagas temporárias serão destinadas especialmente para cargos da área operacional. “São repositores, operadores de caixa, embalador e na parte de confeitarias e padarias”, diz. “Todos os anos, nós temos um reaproveitamento desses temporários. Muitos acabam ficando nas empresas. Este ano, essa expectativa está maior”, diz.
O assessor jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS-PA), Fernando Soares explica que a contração de temporários nesse setor ainda vai depender de como o mercado vai se comportar neste final de ano. “Não temos como fazer uma projeção, como ocorre no comércio, por exemplo, vai depender muito da temperatura do mercado”, ressalta.
O setor, segundo o assessor, costuma trabalhar de acordo com as demandas. “Se um restaurante, por exemplo, é contratado para uma confraternização no local, dificilmente o proprietário vai contratar uma pessoa por um período de um ou dois meses, o que ocorre são as contratações intermitentes ou de garçom extra para atuar naquele dia específico”, destaca.
Nesses casos, quase sempre já existe uma lista de pessoas que podem executar esse serviço. “O que ocorre é geralmente nesse tipo de contratação, onde é preciso ter uma relação de confiança, se recorrer a indicações”, diz.

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