A paralisação de uma obra de revitalização asfáltica na entrada do conjunto Panorama XXI, no bairro Mangueirão, em Belém, tem causado transtornos a moradores e comerciantes, que precisam circular pela via. Há um mês que o local não tem movimentação de trabalhadores, que teriam ido embora deixando material de obras e parte do acesso ao conjunto bloqueado, sem dar qualquer tipo de satisfação.
Um dos principais transtornos causados é que, com a obra paralisada, os ônibus que antes entravam no conjunto seguem por outra rota, na rodovia Transcoqueiro, fazendo com que os moradores só possam passar a pé, para entrar ou sair do conjunto. De acordo com Cleberson Noel, funcionários que atuavam no local alegaram que a obra havia sido feita de forma errada e que toda a tubulação colocada precisaria ser substituída, porém eles foram embora e não voltaram mais. “Levaram placa, maquinário e deixaram tudo bagunçado sem dar nenhuma satisfação. Falaram que iam voltar depois do Círio, mas até agora nada. Não tem mais ônibus e todo mundo que quiser ir até o final precisa ir a pé ou pegar mototáxi”, declarou.
SEM MOVIMENTO
O mototaxista Eupídio Neto diz que o movimento de pessoas diminuiu devido à obra paralisada. “Fica uma situação difícil pra todos porque a maioria das pessoas não vem mais por aqui. A prefeitura chegou a interditar completamente o acesso ao Panorama XXI, mas a população resolveu abrir na marra o acesso porque se não fosse assim, nossa situação seria ainda pior”, ressaltou.
Alex Fonseca é morador do conjunto e trabalha há dez anos com a venda de lanches. Ele disse que a obra inacabada fez com que todos sentissem a queda nas vendas, já que a área abriga desde feiras e até supermercados. “O que ficou mais dificultoso aqui na área foi a venda de todos os trabalhadores. Antes tinha muito carro que encostava aqui e comprava com a gente e não temos mais isso. Eu faturava uns 200 reais por dia e hoje mal passa de cem”, afirmou indignado.
O mesmo sentimento é compartilhado pela Silvia Paixão que é dona de uma loja de roupas. Ela que esperava boas vendas na época do Círio viu o seu lucro cair de 500 para apenas 150 reais por dia. “A gente ficou aqui prejudicado porque fizeram essa porcaria e não voltaram para consertar. Nosso Círio não foi muito legal já que isso apenas trouxe prejuízo, caindo as vendas de todo mundo”, disse. A reportagem fez contato com a Prefeitura de Belém,mas não teve retorno.
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