O Policial Militar Anderson Cruz da Silva, que estava sendo acusado de envolvimento na morte de Rafael Viana, ocorrido em novembro de 2007, foi condenado pelo crime de ocultação de cadáver e absolvido do crime de homicídio. O julgamento aconteceu nesta sexta-feira (22) e foi presidido pelo juiz Edmar Pereira, titular da 1º Vara do Júri de Belém.
Anderson Cruz da Silva foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto. O julgamento não teve réplica e tréplica.
Durante o julgamento, o réu negou participação no crime. A mãe da vítima, Rosa Viana Gonçalves, também foi escutada. Estão previstos os depoimentos de outras três testemunhas de acusação e duas de defesa.
Em 2011, o pai de Rafael, Manoel Gonçalves, foi assassinado de forma misteriosa. Ele era uma das principais testemunhas do caso da morte do estudante.
O caso
Na época do crime, em novembro de 2007, o pedreiro Rafael Viana era estudante e pedreiro. Ele foi torturado e morto.
Anderson era soldado e estava dirigindo uma viatura da Polícia Militar comandada pelo então tenente Rodrigo Duarte Negrão que foi condenado, em 2016, a 17 anos e seis de reclusão por homicídio qualificado contra o pedreiro Rafael Viana, com o agravante de ocultação de cadáver. Ele está recorrendo da decisão. Já o cabo Gonçalves foi absolvido da acusação de homicídio e condenado pela ocultação de cadáver.
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