Uma chuva forte e rápida que caiu sobre a capital na tarde de ontem (10), foi suficiente para deixar conhecidos pontos da cidade submersos. Na Avenida João Paulo II e vias transversais do bairro do Curió-Utinga, o sossego da população acaba com qualquer chuva, já que as ruas alagam e ficam intrafegáveis. Como de costume, muitos veículos arriscavam passar pela avenida. Sem alternativa, muitos pedestres caminhavam pelos locais alagados, como as passagens Alberto Engelhard, Elvira e Gaspar Dutra.
Morador da passagem Santo Antônio, John Ferreira, 33 anos, contou que a via também padece com os alagamentos há anos. Além disso, o problema crônico da área afeta não só a rotina dos moradores, como prejudica o comércio. John possui uma loja na João Paulo II, em um dos pontos críticos da área, e conhece o problema de perto. “As ruas ficam todas alagadas, mesmo quando a chuva é sem grande intensidade. A população reclama, faz protesto, mas não adianta. O prefeito desistiu da gente e não vai fazer nada, porque o mandato dele vai acabar”, criticou o morador. Outra área que também sofre com os alagamentos é a região mais baixa do bairro do Marco, onde várias vias são cortadas por canais que transbordam com as chuvas.

A estudante Jamili Silva, 18, convive com o problema desde a infância, morando na passagem José Leal Martins, onde há um canal. “Hoje não alagou porque os moradores se reuniram e colocaram aterro na rua. Nunca vi o canal receber nenhum tipo de manutenção. Estava indo na casa da minha avó, mas não sabia que estava alagado aqui (na Mauriti próximo à José Leal Martins). Acho que vou voltar pra casa”, lamentou a jovem, que resolveu seguir o caminho pelas calçadas da travessa Mauriti.
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