Item inseparável do paraense, a sombrinha se tornou produto de fácil comercialização neste período do ano, quando as chuvas começam a cair com mais intensidade, no inverno amazônico. De várias cores, tamanhos, modelos, gostos e preços, o objeto pode ser encontrado em lojas de variedades, confecções e com vendedores ambulantes. No centro comercial de Belém, por exemplo, o preço pode variar de R$ 10 a R$ 50. Com isso, os comerciantes afirmam que o objeto ajuda a garantir um dinheiro a mais para o bolso.
“As vendas já começaram a melhorar. É nessa época que as pessoas procuram mais, por conta das chuvas”, comenta Júnior Ferreira, vendedor de sombrinhas há 20 anos, na rua Santo Antônio. Segundo ele, as mais procuradas são as sombrinhas com estrutura de ferro. “Elas são mais resistentes”, comenta. As mais simples, de R$ 10, podem ser encontradas com cabo de plástico ou de alumínio, automática ou não, medindo 25x10cm, quase metade do tamanho do produto mais resistente, encontrado por R$ 50.
Antônio Marcos Martins era vendedor de lanches e decidiu mudar de “área” para oferecer os guarda-chuvas aos consumidores. Ele diz que não se arrepende. “A comida costuma estragar e é difícil de armazenar. Agora, todo mundo compra e não fico preocupado, com nada”, afirma.
Para a vendedora Sabrina Leite, de 26 anos, as sombrinhas sempre têm boa saída. “Às vezes não era nem isso que o cliente estava procurando, mas lembra que precisa ou até mesmo esquece em casa e aproveita para comprar na loja”, afirma a trabalhadora em uma loja de confecções. Além de aquecer o comércio, a venda de sombrinha é uma alternativa de trabalho, principalmente para quem está longe do mercado formal algum tempo. “Trabalho há 4 anos vendendo aqui no comércio e é com essa venda que consigo pagar minhas contas. Afinal de contas, é uma mercadoria que a população sempre compra”, diz Sabrina.
É o caso da técnica de enfermagem Rose Brito, de 32 anos. Para ela, o item não pode faltar na bolsa, independente da estação. “Faça chuva ou faça sol, a gente tem de andar com ela na bolsa. Nunca se sabe quando realmente vamos precisar”. A dona de casa Keila Rodrigues, de 31 anos, comenta ainda que não sai sem uma sombrinha. “Qualquer chuvisco ou sol forte, a gente já adoece. Então, a sombrinha nos protege de uma forma ou de outra”, afirma.
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