Esta sexta-feira (20) é o prazo final para os empresários depositarem a segunda parcela do 13º salário na conta dos trabalhadores. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA), a estimativa é que seja injetado na economia paraense R$ 4,1 bilhões, atingindo 1,7 milhões de trabalhadores, entre o setor público e o privado. O valor representa metade do salário com descontos, como Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Imposto de Renda (IR) e outros.
A primeira parcela do 13º deste ano foi paga até o dia 30 de novembro e, com a segunda parcela, segundo estudo do Dieese/PA, estão sendo injetados na economia dos sete estados do Norte, neste final do ano a título de décimo, cerca de R$ 10,1 bilhões. O Pará foi, mais uma vez, o que ficou com a maior fatia do bolo com cerca de R$ 4,1 bilhões, equivalente a 40,42% do total de recursos da região e alcançando 1.799.169 pessoas, equivalendo a 43,12% de todos os beneficiários do Norte. O valor médio a ser pago ao conjunto de trabalhadores foi estimado pelo Departamento em R$ 2.111,48.
Supervisor técnico do Dieese/PA, o economista Roberto Sena recomenda que nesta segunda parcela o trabalhador priorize algumas coisas, como pagar dívidas anteriores, principalmente as que têm juros maiores, como cartões de crédito e cheque especial e, ainda “determinar um valor limite para os gastos e não comprar por impulso, pois este é um fator determinante para evitar problemas futuros”.
As orientações também são apontadas pelo educador financeiro Haelton Costa. “Tudo que a gente puder fazer com o 13º salário que não deixe novas dívidas é muito importante”. O especialista ressalta ainda a importância de ter uma reserva financeira para suprir possíveis eventualidades. “Gastos com remédios, problema mecânico no carro ou mesmo incidentes dentro de casa. Quem não tem reserva, a possibilidade de se endividar e ficar inadimplente é muito grande, pois qualquer eventualidade que acontecer na vida da família vai gerar dívida”, alerta. E quem não tem esses compromissos no início do ano, a sugestão é deixar parte do dinheiro guardado no banco. “Outra opção é usar o 13º e só gastar depois de 30 dias, que é comprar no cartão de crédito e quando vier a fatura no mês seguinte, paga a fatura com o dinheiro que estiver na conta”, opina o economista.

A vendedora Cássia Silva, 29, afirma que a segunda parcela do seu 13º salário já tem destino. “Vou investir. Pretendo comprar roupas para vender. Vai ser uma renda extra para acrescentar no salário no final do mês”, revelou a mulher.
O que fazer com o dinheiro recebido
- Pagar dívidas é sempre uma boa opção, desde que o débito seja quitado. Pagar parcialmente pode consumir o décimo e ainda permanecer com dívida;
- Antecipar parcelas de financiamentos ou dívidas desde que tenha desconto no pagamento;
- Usar o décimo para gastos de fim de ano e não entrar o ano novo com novas dívidas;
- Comprar presentes para si, para esposa e para os filhos e separar um valor para despesas escolares de janeiro;
- Para quem não tem dívidas, o ideal é aplicar esse valor em produtos financeiros com boa rentabilidade. Lembrando que as taxas de juros caíram e os rendimentos para 2020 serão menores em comparação aos anos anteriores;
- Reunir a família, fazer uma boa ceia de Natal e Réveillon como a família gosta, na praia, no sítio ou em casa mesmo. Usar o dinheiro para propiciar momentos felizes é sempre uma ótima opção.
Dicas de Haelton Costa
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