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Projeto reforça combate ao Aedes aegypti em Ananindeua

O combate à dengue ganhou um reforço nos últimos meses com a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDs) em dois condomínios do município de Ananindeua. O objetivo é diminuir os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zica e c

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Imagem ilustrativa da notícia Projeto reforça combate ao Aedes aegypti em Ananindeua camera Equipes de saúde verificaram a situação das estações | Irene Almeida

O combate à dengue ganhou um reforço nos últimos meses com a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDs) em dois condomínios do município de Ananindeua. O objetivo é diminuir os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zica e chikungunya, já que a estação ajuda a impedir que o mosquito nasça. O projeto está na fase de avaliação e foi implantado no Cidade Jardim II e em Aspha Ville.

População deve redobrar cuidados diários para evitar a dengue

Na manhã de ontem, as equipes de endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua (Sesau) fizeram a verificação mensal da armadilha, observando a quantidade de água de cada estação e de larvicida.

Segundo a coordenadora estadual de controle da dengue, Aline Carneiro, o objetivo é diminuir ao máximo a transmissão de doenças causadas pelo mosquito com o projeto que começou no mês de setembro do ano passado e terá a duração de um ano. “A proposta é diminuir o índice de infestação, mas precisamos sempre do envolvimento da população para que verifique possíveis locais que possam acumular água e o descarte adequado do lixo. É o primeiro estado do país que está financiando e realizando esteprojeto”, comentou.

INICIATIVA

De acordo com a entomóloga do Laboratório Central do Estado (Lacen-Pa), Paoola Vieira, com esta iniciativa e os possíveis resultados, o próprio mosquito será capaz de disseminar a larvicida e diminuir o número das doenças.

A dona de casa Priscila Rosa Patroca, 31 anos, tem uma destas estações instaladas em sua casa e elogiou a iniciativa, porém alertou que cada morador precisa fazer a sua parte. “É uma boa ação e uma forma da gente se prevenir, ainda mais eu que tenho uma filha pequena. Tudo que ajude a eliminar esse inseto é bem-vindo. A prevenção é a coisa mais importante de uma casa e faço a minha parte e os vizinhos também precisam fazer sua parte”, disse.

Esse é o primeiro projeto feito por uma Secretaria de Saúde, pois os projetos de estações disseminadoras têm sido realizados por instituições de pesquisa, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que instalou EDs em 17 estados, mas o Pará nunca haviasido contemplado.

SERVIÇO - COMO FUNCIONA

- As estações são produzidas com um recipiente de plástico, 5g do larvicida Pyriproxyfen, um pedaço de pano e água.

- O larvicida em pó é diluído na água até formar uma pasta, distribuída com um pincel homogeneamente sobre o pano que está preso no recipiente com água.

- O mosquito, ao pousar no pano, fica com o produto nas patas e leva para os criadouros. Com isso, o produto age sobre as larvas e impede que eles se transformem em mosquitos capazes de se reproduzir.

- O produto também atinge o mosquito já desenvolvido e diminui sua capacidade de reprodução em até 80%.

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