"Ela era uma pessoa muito boa, carinhosa com todos, nos dávamos muito bem. Lays se foi e agora estamos aqui sem saber o que fazer", conta, cabisbaixo, Francisco Oliveira, cunhado de Lays Carla, de 29 anos, que morreu na madrugada de sábado (1º) na Unidade de Pronto Atendimento da Marambaia, recém inaugurada em Belém.
"Pra mim foi negligência. Minha cunhada tinha alergia. Ela estava com problema na respiração e mesmo assim foi liberada. No segundo atendimento da Lays aplicaram 500ml de adrenalina. Acreditamos que isso fez com que o coração dela acelerasse", explica Francisco.
A jovem foi liberada logo após o primeiro atendimento na UPA, não satisfeito com o resultado, o marido insistiu para que a esposa fosse medicada novamente, já que não apresentava melhoras. Porém, Lays já não resistiu ao segundo medicamento injetável.
A família, agora, busca uma resposta para o que aconteceu. "Procuramos o médico que atendeu a Lays pra perguntar o que ele havia receitado de medicamento a ela, ele nos disse que receitou somente aerosol, porém, com a insistência novamente dos parentes ele revelou ter dado algo mais", ressalta.
O velório da jovem ocorreu na rua da Mata, no bairro da Marambaia, na manhã deste domingo (2). O enterro foi em Benevides, Região Metropolitana de Belém.
A família aguarda um posicionamento da prefeitura de Belém, já que, até o momento, não obteve explicações para o caso.
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