Uma das vias mais importantes de Belém, a Rodovia Arthur Bernardes, que dá acesso ao centro da cidade para quem vem de Icoaraci e vice-versa, está tomada por vários pontos de lixo. Em alguns casos, os resíduos cobrem calçadas, impedindo a passagem de pedestres e se espalham pela ciclovia.
Um dos pontos de maior concentração de lixo encontra-se numa área conhecida como Central Park, a cerca de 10 minutos de Icoaraci. Lá é possível encontrar todo tipo de resíduo, desde o lixo doméstico até resto de animais mortos, muito caroço de açaí e outros objetos, como carcaças de televisores antigos.
Cassiano Corrêa tem um comércio em frente ao local, onde mora e trabalha há mais de 20 anos. Segundo ele, a situação de descarte de lixo irregular já ocorre há mais de dois anos. “Normalmente o caminhão passa. Mas na mesma hora já aparecem carrinheiros despejando. Já conversamos com um fiscal da Prefeitura que esteve aqui e pedimos a ele para que fosse feita algum tipo de fiscalização para impedir o despejo, mas até agora nada foi feito”, diz.
Para ele, a solução mais viável para combater o descarte irregular de lixo no local, seria tornar a área útil para a população. “Acredito que se a Prefeitura aterrasse essa área que é íngreme e procurasse a parceria dos moradores, seria possível fazer uma pracinha ou um jardim igual a esses que vemos por aí, construídos pela população. Mas isso só seria possível se o local fosse aterrado. Dessa forma, poderia virar também um estacionamento. Não sei, mas alguma coisa precisa ser feita. Pelo menos trazer um contêiner para as pessoas deixarem de despejar o lixo na rua”, sugere Cassiano.
A equipe do DIÁRIO flagrou um carrinheiro despejando lixo no local. Ele abriu vários sacos, despejou o conteúdo no local e saiu rapidamente. “Isso ocorre em qualquer horário”, afirma o comerciante.
Em outro ponto da rodovia, próximo ao Moinho Cruzeiro do Sul, a situação parece ser ainda pior. O lixo se espalha por uma área grande e já toma parte da ciclovia. É possível ver até um colchão em meio aos resíduos. O local é constantemente visitado por urubus e cachorros que ajudam a espalhar mais os resíduos.
O autônomo Luciano Muniz mora bem em frente ao local. Ele reclama da situação, que acaba atraindo muitos bichos para dentro das casas próximas, especialmente ratos, mas diz que a culpa não é da população. “O carro de lixo da Prefeitura só passa na rodovia, ele não entra nas ruas que cortam essa principal, então o jeito é as pessoas que moram nesses locais trazerem seus lixos para cá”, afirma.
No bairro da Pratinha, em frente a uma pequena feira, o lixo também toma conta da calçada, obrigando os pedestres a se arriscarem a passar pela rodovia, onde circulam carros de passeio, ônibus e muitos caminhões.
No canal do jacaré, já no bairro da Sacramenta, uma montanha de entulho misturado a lixo doméstico cobre um dos acessos ao local. O material parece ter sido retirado do canal recentemente, mas não ocorreu nenhuma destinação e ele permanece obstruindo a rua.
Por meio de nota, a Prefeitura de Belém informou que “a coleta na rodovia Arthur Bernardes é feita regularmente, com o lixo sendo recolhido diariamente. No entanto, a via possui muitos pontos de descarte irregular, que são causados pela ação de carrinheiros. A Prefeitura pede a colaboração da população para que obedeça ao horário da coleta e que não pague pelo serviço de carrinheiros”.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar