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BALANÇO

Apreensões de maconha nas BRs do Pará sobem 1.000%

O balanço da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas do Pará, em 2019, foi apresentado na manhã de ontem (7) na sede no prédio do Censipam, em Belém. Os dados mostram que o número de acidentes graves registrados apresentou uma queda de 29

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Imagem ilustrativa da notícia Apreensões de maconha nas BRs do Pará sobem 1.000% camera Cerca de 850 mil quilos da droga foram apreendidos em 2019 contra 63.146 quilos do ano anterior. Número de acidentes graves caiu também. | Agência Pará

O balanço da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas do Pará, em 2019, foi apresentado na manhã de ontem (7) na sede no prédio do Censipam, em Belém. Os dados mostram que o número de acidentes graves registrados apresentou uma queda de 29,17% em relação a 2018. O número de mortos também teve uma queda, embora mais discreta, de 7,64%. Por outro lado, número de apreensões como de maconha apresentou um crescimento de 1.235,93% de 2018 para 2019 e o madeira ilegal subiu 119,50%. O uso da tecnologia e das ações especializadas foram apontados como os principais fatores responsáveis pela maior efetividade do trabalho da PRF, que atua com um efetivo de 350 policiais para fiscalizar mais de 5 mil quilômetros de rodovias e estradas federais no estado.

Os dados foram apresentados pelo superintendente substituto da PRF, o inspetor Tarcísio Brito, e pelo chefe do setor de comunicação da PRF, inspetor Adriano Ferreira. Com relação aos crimes combatidos, o maior crescimento foi com relação a apreensão de maconha com 854.819 quilos registrados em 2019 contra 63.146 quilos apreendidos no ano anterior. O percentual de apreensão de madeira ilegal também registrou aumento de quase 120% de um ano para o outro. “No caso da madeira, esse número está relacionado diretamente com a capacidade da PRF de fazer esse tipo de apreensão, com investimento na capacitação dos policiais, como treinamentos feitos junto ao Ibama para que possam reconhecer o tipo de madeira transportado pelas estradas”, destacou o inspetor Tarcísio Brito.

Outros percentuais apresentados tiveram um crescimento discreto, como foi o caso da recuperação de veículos roubados, que registrou 118 em 2018 e passou para 134 em 2019. “Ainda precisamos melhorar nesse quesito. Estamos como o Sistema Sinal (Sistema Nacional de Alarmes) que recebe registro de veículos roubados para que possam ser identificados nas rodovias e estradas federais, que ajuda bastante nessa identificação”, informou.

O Sinal pode ser acessado através do endereço eletrônico https://sinal.prf.gov.br/sicop/sinal, onde a vítima de roubo pode inserir os dados do veículo roubado no sistema, para que ele possa ser localizado, caso trafegue por rodovias federais. O sistema, no entanto, não substitui o registro na Polícia Civil.

Bafômetro

Um dos dados apresentados que chama atenção é o aumento do número de autuação para os condutores de veículos que se recusam a fazer o chamado teste do bafômetro. Essa infração passou de 387 em 2018 para 662 em 2019, um crescimento de mais de 71%. Enquanto isso, o número de pessoas autuadas por constatação, a partir do teste de alcoolemia, diminuiu de 648 (2018) para 490 (2019), uma queda de cerca de 24%.

A explicação para isso, segundo informações da PRF, é que atualizações feitas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) permitem que condutores que se recusam a fazer exames, testes ou submeter-se à fiscalização estão cometendo uma conduta infracional, da mesma gravidade que dirigir alcoolizado ou sob efeito de outras drogas ou substâncias psicoativas. Com isso, tanto quem dirige sob efeito de álcool ou droga ou se recusa a fazer o teste para comprovar ou não a infração, pode ser multado. O valor das multas também é semelhante, cerca de R$ 3 mil.

Expectativa

O inspetor Tarcísio Brito ressaltou que os bons resultados obtidos pelo trabalho da PRF no Pará devem continuar em 2020, mas destacou que para isso, é preciso também contar com o apoio da população. “Um dos quesitos que norteiam a Polícia Rodoviária Federal é diminuir o número de mortes nas estradas. Mas para isso, é necessário não apenas o esforço da polícia, investindo na tecnologia e na inteligência. É preciso também uma conscientização maior por parte dos condutores”, avaliou.

Apreensões de maconha nas BRs do Pará sobem 1.000%
📷 |Redação
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