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SAÚDE

Casos de dengue caem 7% em Belém

Na periferia da capital paraense não é difícil encontrar áreas com lixo acumulado. Resíduos como sacolas plásticas, garrafas pet e pneus podem servir de criadouros do Aedes aegypti, vetor de transmissão de doenças como a dengue, chikungunya e zika. Em jan

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Imagem ilustrativa da notícia Casos de dengue caem 7% em Belém camera Acúmulo de lixo e sobretudo pneus nas ruas da capital é motivo de preocupação para os moradores. | Wagner Santana/Diário do Pará

Na periferia da capital paraense não é difícil encontrar áreas com lixo acumulado. Resíduos como sacolas plásticas, garrafas pet e pneus podem servir de criadouros do Aedes aegypti, vetor de transmissão de doenças como a dengue, chikungunya e zika. Em janeiro deste ano foram confirmados sete casos de dengue em Belém.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o dado mostra que houve uma redução de 7% no número de registros em comparação com o mesmo período de 2019. Até o momento, já foram recebidas cerca de 50 notificações de casos suspeitos. Deste total, pelo menos 19 ainda aguardam confirmação. Para chikungunya também houve notificações, porém, nenhum caso confirmado até agora. Já para zika ainda não houve notificações este ano.

Os bairros com maior índice de notificações de casos suspeitos de dengue são Canudos, Jurunas, Nazaré e Curió-Utinga. No Jurunas, por exemplo, é possível encontrar vários pontos de despejo irregular de resíduos, sobretudo, ao longo da Avenida Bernardo Sayão. Moradora do bairro, a telefonista Pamela Moraes, 23, foi acometida em 2018 de duas enfermidades transmitidas pelo mosquito, dengue e zika.

Em casa, ela garante que os cuidados são redobrados para evitar a proliferação do vetor. Contudo, a população de forma geral acaba ficando exposta devido ao lixo espalhado na cidade. “A gente não deixa acumular água parada, vira baldes e limpa o quintal todos os dias. Mas a gente sabe que isso depende de cada caso. No início de 2018 peguei zika e no final peguei dengue”, disse Pamela.

Prevenção

Coordenador da Divisão de Endemias da Sesma, David Rosário ressaltou que a partir de novembro até maio ano seguinte, o número de casos de dengue tende a aumentar em virtude da intensificação das chuvas, o chamado ‘inverno amazônico’. “A partir do momento que se identifica um aumento de notificações fazemos um trabalho de conscientização juntos aos moradores. Além do morador acompanhar o agente de endemias na vistoria para eliminar possíveis focos, o profissional orienta como fazer o armazenamento de água, o manuseio de objetos que podem acumular água e a higienização do quintal”, pontuou o coordenador.

Alerta: Dados de 2020

Dengue: sete casos confirmados.

Chikungunya: Nenhum caso confirmado (aguardando resultado).

Zika vírus: sem casos registrados.

Localidades com alto índice de infestação por Aedes aegypti e que já foram intensificadas para evitar que ocorram casos: Canudos, Jurunas, Nazaré e Curió-Utinga.

Fonte: Sesma

Cuidados: como agir em casa?

O agente de endemias visita a casa dos moradores a cada dois meses. Quando identificado focos do Aedes aegypti, imediatamente, é eliminado.

Poças, caixa de passagem de água pluvial e piscinas devem ser tratadas com água sanitária ou lavagem constante.

Guarde objetos como baldes, latas e garrafas em locais apropriados para não ficarem expostos e acumular água das chuvas.

Faça a lavagem de bebedouros de animais e a troca constante da água.

Canal de comunicação: (91) 31846128 – Disque Endemias.

Entre em contato para fazer denúncias quando houver suspeita focos do mosquito ou para notificar casos de pessoas doentes.

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