Reiserene Liao é a paraense que está em Anápolis entre os 34 brasileiros repatriados de Wuhan, na China, área considerada a mais crítica da epidemia de coronavírus. O grupo ficará em regime de quarentena por 18 dias em Goiás e aterrissou em solo brasileiro no último domingo (9).
Segundo seu perfil em uma rede social, a paraense se mudou para a China em novembro de 2019. Ela, que tem um filho de 2 anos, seria natural da cidade de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, e é casada com um chinês, natural da Província de Hubei.
Sem sair de casa, jogador paraense segue preocupado com vírus na China
Em nota distribuída à imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que acompanhará a evolução do quadro da paciente por meio de informações obtidas junto ao Ministério da Saúde e está pronta para prestar todo auxílio necessário. Já o Ministério informa que o Brasil permanece sem registro do novo coronavírus que já atinge 24 países além da China.
Porém, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o momento agora é de vigilância e de planejamento de diferentes cenários. “Temos que trabalhar desde o cenário super otimista, de que não teremos casos, o realista, que é o que tem probabilidade de ocorrer, e o pessimista, que é ter uma epidemia global”, ressaltou.
CENÁRIO
Mandetta afirmou que pela grande circulação de pessoas no mundo, é difícil saber como será a linha do tempo. “O cenário pode mudar muito rápido, por isso a manutenção da vigilância está extremamente elevada”, disse.
O Ministério da Saúde atualizou ontem as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde sobre a situação dos casos suspeitos no Brasil. O número reduziu em quatro casos se comparado ao informe anterior. Agora, 7 notificações se enquadram na atual definição de caso suspeito para o novo coronavírus: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (3), Paraná (1) e Rio Grande do Sul (1).
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