Enfileirados em cima dos balcões, os mais variados tipos de peixe garantem um bom abastecimento de feiras e mercados de Belém faltando pouco mais de um mês do feriado da Semana Santa, quando, tradicionalmente, o pescado é o prato principal das refeições. Independentemente da fartura observada, uma rápida circulada pelos mercados de peixe do Ver-o-Peso, da Feira da 25 e do Mercado de São Brás demonstra uma boa variação nos preços praticados. Dependendo do tamanho, do tipo do peixe e da feira escolhida, os preços variam desde R$5 a R$30 o quilo.
Principal ponto de chegada do pescado que abastece Belém, o Mercado do Ver-o-Peso apresentou o menor preço nos sete tipos de pescado pesquisados pelo DIÁRIO na sexta-feira (21). Vale ressaltar que algumas espécies não foram encontradas em todas as feiras visitadas. Entre as que apresentaram o menor preço em relação às demais feiras, está o filhote. No Ver-o-Peso, o menor preço cobrado pelo filhote era R$13, enquanto que nas feiras da 25 e de São Brás o quilo do filhote era vendido a R$30, uma diferença de R$17 por quilo. Mesmo os filhotes maiores eram vendidos, no Ver-o-Peso, a um preço menor do que nas duas outras feiras, R$20 o quilo.
Presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém e Ananindeua, Fernando Souza conta que, ao lado do filhote, a pescada gó e a dourada são os campeões de venda no Ver-o-Peso. Apesar da preferência dos belenenses, o mercado dispõe de 38 a 40 espécies de pescado. Às proximidades da Semana Santa, ele aponta que a feira está bem abastecida para o consumidor. “Estamos com bastante peixe. Até nos surpreendeu porque nesse período costuma falhar um pouco a quantidade, mas não neste ano”, avalia. “Com isso, o preço consegue ficar mais atrativo para o consumidor”.
Quando se trata da Semana Santa, Fernando conta que é difícil fazer uma estimativa em relação ao preço, mas que a expectativa dos peixeiros é a melhor possível. “Como nós trabalhamos de acordo com o período, é difícil saber como vai ser na Semana Santa, mas a gente espera que o mercado continue bem abastecido para que os belenenses tenham bastante peixe e variedade”.
PREPARAÇÃO
Na Feira da 25 e no Mercado de São Brás, os feirantes também aguardavam o período de crescimento na procura pelo produto e, garantem, peixe não falta para a população. “Nesse período do Carnaval a procura sempre cai porque as pessoas viajam muito, mas vamos nos preparando para a Semana Santa”, aponta o feirante Raimundo Nonato Martins Souza, 81 anos, 60 trabalhando no ala de venda de peixes do Mercado de São Brás.
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