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Comerciantes reclamam de movimento fraco em Mosqueiro

O Carnaval em Mosqueiro, distrito de Belém, foi marcado pela tranquilidade. Quem não gostou muito desse clima foram os comerciantes locais. Sem programação oficial organizada pela Prefeitura e sem infraestrutura, eles dizem que amargaram prejuízos nas ven

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Imagem ilustrativa da notícia Comerciantes reclamam de movimento fraco em Mosqueiro camera Olga Leiria/Diário do Pará

O Carnaval em Mosqueiro, distrito de Belém, foi marcado pela tranquilidade. Quem não gostou muito desse clima foram os comerciantes locais. Sem programação oficial organizada pela Prefeitura e sem infraestrutura, eles dizem que amargaram prejuízos nas vendas.

“Nossas vendas estão mais baixas que a maré”, comparou a proprietária de barraca na praia do Farol, Angelice Moura. Ela reclama que este ano as vendas caíram pelo menos 50% em relação aos anos anteriores. “Na sexta-feira (21), primeiro dia de carnaval não tinha ninguém por aqui. No sábado (22) dava para contar o número de mesas ocupadas. O melhor movimento foi Segunda-feira Gorda (24)”.

Para a comerciante, a situação de Mosqueiro poderia ser outra. “Se houvesse uma programação de Carnaval, uma estrutura melhor com o lixo sendo recolhido de forma regular, já seria bem melhor para todos. O comerciante Alfredo Souza, que há quatro anos tem uma barraca na orla central do distrito, também afirma que o Carnaval na ilha está distante de ter a animação que já teve em outros anos. “Não tem nada que sirva de atrativo para as pessoas virem para cá. É como se Mosqueiro tivesse sido riscada do mapa, porque não tem uma atração, nada”.

O também comerciante Carlos dos Anjos reclama que, além da falta de programação, a ausência de infraestrutura tem tornado a situação ainda pior. “O lixo não é recolhido desde a sexta-feira (21). Os próprios donos das barracas que se reuniram para limpar a praia, porque estava muito suja. Fizemos vários montinhos de lixo na esperança da Prefeitura vir recolher, mas infelizmente isso não aconteceu”.

OBRA

Os comerciantes reclamam ainda de uma obra de drenagem e pavimentação na orla da praia do Farol, iniciada no dia 1º de fevereiro com prazo de encerramento em três meses no valor de R$ 545.809,61. “São tão poucos os feriados que temos para ganhar alguma coisa e, quando isso acontece, temos uma obra dessa atrapalhando. Eles tiveram tanto tempo para fazer isso e não fizeram, resolveram fazer agora”, opinou Alfredo Souza. Para ele, os tubos enormes e os bloquetes que ocupam parte da rua atrapalham o movimento nas barracas próximas.

A situação de Mosqueiro também desagradou a alguns visitantes. A vendedora Luciele Souza diz ter ficado decepcionada com a situação do distrito. “Está tudo muito abandonado por aqui. As ruas estão só buraco e por onde a gente olha tem lixo. Não tem uma programação de carnaval, nem parece que aqui já tivemos um dos carnavais mais animados do Estado”, diz.

O clima de chuva e de tranquilidade de ontem na ilha desagradou alguns, principalmente os comerciantes locais, mas para quem estava em busca de sossego, o Carnaval no local foi o ideal. “Chegamos hoje (ontem) e até agora está tudo muito bom. Parece que está bem tranquilo e para nós está bom assim”, contou o restaurador de automóveis, Jailson Costa, que estava com a família e amigos.

RESPOSTA

A Prefeitura de Belém diz que, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro em parceria com Fundação Municipal de Cultura de Belém (Fumbel) promoveu desde sábado, o Carnaval da Ilha com várias atrações e que cerca de 500 mil pessoas chegaram às praias do distrito para aproveitar a programação. E que, ontem, o público contou com a apresentação de blocos e escolas de samba. Também afirma que órgãos municipais atuam na segurança, estrutura, iluminação, trânsito e limpeza das vias.

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