Arquidioceses e dioceses da Igreja Católica no Brasil, entre elas a de Belém, divulgaram uma lista de medidas preventivas para evitar possíveis contágios do novo coronavírus durante missas e celebrações. Entre as recomendações, há cuidados para os fiéis e os celebrantes das missas.
Em nota divulgada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Saúde destaca que é preciso primeiramente trabalhar a prevenção e divulgar, o máximo possível, informações importantes nas cartilhas da saúde sobre o vírus e as formas de contágio.
A CNBB explica que a responsabilidade de indicar as normas é de cada arquidiocese e diocese, que deve observar a realidade local e fazer suas recomendações. “Cabe, portanto, aos arcebispos e bispos orientarem seus sacerdotes, bem como aos fiéis observarem as regras de higiene compatíveis com o momento”.
SEM CONTATO
Arquidioceses como as de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e João Pessoal pediram que a comunhão eucarística seja recebida nas mãos pelos fiéis, em vez de diretamente na boca. O momento da oração do Pai Nosso, a mais importante do cristianismo, deve ser realizado sem o contato manual entre os fiéis. Tradicionalmente, esse é um momento das missas e celebrações em que as pessoas fazem a oração de mãos dadas.
Outra recomendação é evitar os abraços no momento da “Paz de Cristo”, substituindo o gesto por uma leve inclinação de cabeça.
A Arquidiocese de Belém também divulgou recomendações na última sexta-feira (28):
COMUNICADO
“A nossa Arquidiocese de Belém se une com todas as Arquidioceses e Dioceses do Brasil e aos órgãos competentes para divulgação de ações simples, que contribuem diretamente para a saúde e prevenção.
Durante as missas, em vez do abraço da paz, buscar fortalecer o sentimento de bem querer em relação ao próximo;Na oração do Pai Nosso, ao invés de unir as mãos, seja cultivado, com mais intensidade, o compromisso com a fraterna comunhão.
Aos nossos irmãos sacerdotes e ministros, pedimos que orientem os fiéis a receber a comunhão na mão, tendo em vista que o vírus tem sido transmitido, além do contato físico, também pela saliva.
Fonte: Arquidiocese de Belém
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