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INFRAESTRUTURA

Papão fecha acordo com empresas para o início das obras do Centro de Treinamento

“Vou falar uma coisa que muita gente pode ir ao contrário: eu acho um CT mais importante que ter um estádio”. A declaração do técnico Hélio dos Anjos na última sexta-feira, mesmo dia em que a diretoria bicolor selou o acordo com duas empresas para o iníci

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Imagem ilustrativa da notícia Papão fecha acordo com empresas para o início das obras do Centro de Treinamento camera Fernando Torres/Arquivo

“Vou falar uma coisa que muita gente pode ir ao contrário: eu acho um CT mais importante que ter um estádio”. A declaração do técnico Hélio dos Anjos na última sexta-feira, mesmo dia em que a diretoria bicolor selou o acordo com duas empresas para o início da primeira etapa de obras do centro de treinamento do clube, dá a dimensão da importância que se dá a um espaço exclusivo para a preparação do futebol bicolor, da base chegando ao adulto masculino e feminino.

O clube guarda mais detalhes para um evento oficial ainda essa semana, no próprio endereço do CT Raul Aguilera, com a presença de jogadores e membros da comissão técnica. Sabe-se que deve ser feita a supressão vegetal do terreno de aproximadamente 113 mil metros quadrados, em Águas Lindas. Nessa fase, serão utilizados 25 mil metros quadrados. A supressão vegetal é a retirada de uma parcela de vegetação dentro de uma área de um imóvel destinada a diversos usos, ou seja, a derrubada das árvores para a construção do complexo.

Quando o terreno estiver limpo e pronto, uma terceira empresa será contratada para construir três campos de futebol e um alojamento com área administrativa. O trabalho no restante do espaço, de aproximadamente 88 mil metros quadrados, também será feito por etapas, de acordo com a evolução de cada serviço.

O projeto original prevê estacionamento, hotel com auditório para a base, refeitório, academia, piscina, lavanderia, salas de administração e pra o departamento de saúde, além de cinco campos. A previsão é que ele seja entregue em sua totalidade em três anos, a um custo de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões. O terreno foi adquirido em 2016 e, em seguida, o clube passou a buscar junto a órgãos públicos as licenças necessárias para a construção do Centro de Treinamento. A primeira parte destes documentos só foi alcançada dois anos depois.

Como todo processo de supressão vegetal depende de autorizações dos órgãos competentes e são alvos de fiscalizações competentes, os trabalhos com as duas empresas contratadas pelo clube visam a obra em si e a fiscalização dessa para evitar qualquer atraso e multas ambientais. Entre as contrapartidas exigidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), está a obrigatoriedade de plantar árvores em locais próximos ao CT.

O meia-atacante Vinícius Leite lista algumas das vantagens de se ter um local próprio para o trabalho do dia a dia. “Para a gente é melhor porque não precisa se deslocar tanto. A gente treina aqui, no Ceju, em Benfica, o que desgasta. Também poupará o gramado da Cururu, que ficará apenas para jogos”.

EM NÚMEROS

10-12 milhões

A previsão é que o CT seja entregue em sua totalidade em três anos, a um custo de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões.

Crescimento do clube passa por um CT

Quando perguntado ao técnico Hélio dos Anjos, do alto de suas quase quatro décadas de experiência no futebol profissional, quais as vantagens imediatas de um centro de treinamentos para um clube, ele falou, falou e falou porque, segundo ele, elas são tão grandes e básicas que se faz premente que o Paysandu busque o seu CT. As consequências positivas, segundo ele, seriam vistas em pouco tempo. Abaixo, em tópicos, alguns dos argumentos do treinador bicolor.

BENEFÍCIOS

“Se for ver os benefícios que um centro de treinamento traz a um clube, acaba sendo mais importante. No estádio você joga, mas onde você se prepara? Onde você tem as divisões de base? Onde você tem mais intimidade e tranquilidade para o trabalho do dia a dia?”.

MODELO 1

“Se o Flamengo-RJ não tivesse esse CT será que ele teria esse sucesso todo? O Corinthians-SP trabalhava na Fazendinha antes de ter um CT moderno como o que tem. Eu não espero tanto, mas eu queria que tivesse um centro modelo como o do Fast Clube-AM. Estamos falando de um clube da mesma região. Eu dou isso como referência. É um CT modesto, mas muito bom”.

MODELO 2

“Trabalhei em um clube que tinha um centro de treinamento modelo, que é o Atlético-GO. É um clube do mesmo porte do Paysandu, mesmo estando na primeira divisão. Não tem nem 10% da marca e importância do Paysandu”.

CHAMAMENTO

AOS BICOLORES

“Eu acho que é um passo muito importante para buscar dias melhores. Vai fortalecer financeiramente, vai trazer investimentos. Falta um CT ao Paysandu. Parabenizo a diretoria e chamo os grandes bicolores para que estejam ao lado da construção desse CT. O crescimento de um clube passa por isso e o Paysandu merece esse passo adiante”.

CLÁSSICO

Hora de respirar o Re-Pa

Depois do jogo de ontem em Bragança, contra os donos da casa, as atenções bicolores se voltam quase que exclusivamente ao compromisso do próximo domingo, o clássico com o Clube do Remo. No jogo de ida, o Papão venceu por 2 a 1 e sustentou um pequeno tabu de mais de um ano sem perder para rival. Antes da viagem ao interior, o técnico Hélio dos Anjos deixou claro que, ao entrar no ônibus para a volta a Belém, já estaria respirando o Re-Pa.

“Já volto de Bragança estudando as possibilidades para o clássico. A partir do jogo de lá não custa nada pensar no Remo. É um clássico e a melhor forma de respeitar um rival é trabalhar muito para vencer”, afirmou o treinador.

Para o derby, é grande a possibilidade de mudanças no time. Isso porque a busca por um elenco mais homogêneo foi um objetivo da comissão técnica e da diretoria. E, de fato, o Paysandu tem tido uma rotatividade que fez com que quase todos os jogadores do grupo já tenham tido oportunidade de entrar em campo.

“Posso fazer alterações pelo controle que a comissão técnica tem do elenco, mas o importante é que o time vai forte”, disse o técnico bicolor, lembrando que até no gol, uma posição que tradicionalmente não se mexe, ele já teve que usar o reserva imediato por conta de uma questão pessoal do titular. E, a mudança não trouxe prejuízo ao time. “É importante ter testado a todos dentro do elenco, o que não é fácil de fazer. Mas, por exemplo, o Paulo (Ricardo) é visto pela torcida e pela imprensa como outro goleiro, pois ele teve oportunidade. Manter a base não é importante apenas pelo aspecto técnico. É bom por conhecer o atleta”.

O comandante do Paysandu também citou a situação do meio de campo, que tem jogado sem um armador de ofício. Hélio dos Anjos salientou que Serginho, um volante de origem, vinha atuando mais adiantado nos últimos anos e isso vinha sendo monitorado pelo clube. “Respeito as informações que são passadas, mas quando discutimos a contratação de Serginho foi a partir de dados dele no Brasil e no exterior. Conversei com gente de confiança e pensamos nessa forma que ele está jogando, mais adiantado, nessa função que está fazendo. Com essa formação o time ficou mais encorpado e ganhou intensidade. O elenco todo cresceu”.

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