A Polícia Federal no Pará cumpriu dois mandados de prisão preventiva, nesta segunda-feira (2), em Belém, contra dois envolvidos na operação Tartufo I, que desarticulou associação criminosa especializada em fraudar a Previdência Social por meio da utilização de documentos falsos para a obtenção indevida de benefícios previdenciários.
De acordo com a Polícia Federal, as prisões foram realizadas por causa da identificação de novos benefícios previdenciários fraudados pelo grupo criminoso em nome de pessoas inexistentes. A quadrilha usava, nesse processo, documentos falsos, como certidões de nascimento, certidões de casamento, certidões de óbito, títulos de eleitor, CNH, entre outros.
Os envolvidos mantinham sob seu poder mais de sete benefícios previdenciários já identificados em nome de pessoas fictícias, de onde obtinham grande parte de seus rendimentos. Muitos desses benefícios foram concedidos há muitos anos, sendo o mais antigo desde o ano de 2007, ocasionando um prejuízo de mais de dois milhões de reais aos cofres públicos.
De posse dos cartões dos benefícios fraudados, os valores dos benefícios eram transferidos diretamente pelos envolvidos via maquininha de débito para conta mantida em banco digital.
Outros benefícios previdenciários possivelmente fraudados pelos envolvidos ainda estão sendo identificados pela Polícia Federal.
Os envolvidos, presos nesta segunda-feira, permanecerão à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e uso de documento falso.
A operação Tartufo foi deflagrada no último dia 13 de fevereiro.
As informações são da Polícia Federal no Pará.
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