Uma pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Belém, no período de 16 a 22 de fevereiro de 2020, mostrou que o valor mínimo cobrado pela unidade do botijão de gás de cozinha de 13 quilos foi de R$ 68 e o máximo de R$ 82. Na capital, o DIÁRIO percorreu quatro pontos de revendas em quatro diferentes bairros - Sacramenta, Marco, Telégrafo e Pedreira-, para comparar os preços dos produtos.
Gás de cozinha será vendido por R$ 40 na sexta-feira. Veja como comprar!
Comerciantes sentem no bolso os aumentos no gás de cozinha
O botijão de 13 quilos comercializado com o menor preço foi encontrado em um ponto de revenda, de bandeira Ultragaz, situado na Rua do Utinga, no Marco, onde o produto está custando R$ 66,50, se a compra for à vista, no dinheiro, na portaria. Se for para entrega o valor muda para R$ 75, à vista, no dinheiro e débito.
Proprietário do estabelecimento, Felipe Schering, 36, explicou que está mantendo esse valor na portaria há quatro meses. O objetivo era melhorar as vendas e deu certo. O empresário possui outros três pontos de revendas na cidade, sendo nos bairros da Pedreira, Jurunas e Cremação, onde pratica os mesmos valores.
“As vendas caíram muito com os últimos aumentos da Petrobras. A nossa estratégia foi apostar na venda em quantidade. Já tivemos quatro aumentos nesses últimos meses, isso diminuiu nossa margem de lucro, mas comercializando nesse valor aumentaram as vendas”, garantiu.
VALORES
Na Pedreira, em uma revenda de bandeira Liquigás, situada na travessa Angustura, o botijão pode ser comprado a R$ 70 na portaria, à vista no dinheiro. Para entrega, o valor está R$ 76, também no pagamento à vista no dinheiro. Se a compra for efetuada com cartão, o valor aumenta um pouco mais devido aos encargos da modalidade. O auxiliar administrativo do ponto, Vanderson Lima, 20, disse que o atual valor está sendo praticado desde outubro passado e que os reajustes efetuados ao longo desse período não foram repassados aos clientes.
“Congelamos o mesmo valor desde outubro do ano passado. E, quando o cliente compra com a gente, ele tem uma assistência para qualquer eventualidade com o botijão. Nesse valor final já estão embutidas todas as nossas despesas com energia elétrica, água, funcionários e impostos”, ressaltou.
Um dos valores mais altos, cobrados pela venda efetuada diretamente na portaria, foi encontrado no bairro do Telégrafo, na avenida Senador Lemos, em um ponto de revenda de bandeira Liquigás, num posto de combustíveis, onde o produto custa R$ 72,99. Em outro ponto de um posto de combustíveis da Sacramenta, na avenida Pedro Álvares Cabral, o botijão está R$ 73 para o cliente comprar no local e levar para casa.
Consumo

O empresário Edilberto Oliveira, 55 anos, morador da Pedreira, prefere comprar o produto na portaria da revenda. E confessa não ter o costume de pesquisar onde pode estar mais barato. “Compro no mais próximo. Sei que podem ter locais onde é mais barato. Mas às vezes não compensa o valor por você ter que ir num local mais longe, que vai gastar mais gasolina. Sou totalmente contra esses reajustes. Sempre tento comprar no dinheiro pra economizar um pouco. Tudo o que a gente fizer pra economizar é válido”, ressaltou.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar