Dos 31 dias de março, pelo menos 27 serão com chuvas em diversos pontos do Pará, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/PA). A quantidade de chuvas previstas neste mês deve superar em até 20% a média histórica.
As chuvas na capital devem ser constantes. “As condições atmosféricas favorecem um mês com chuvas que devem ultrapassar a média histórica. Todos os dias serão com tempo nublado ou encoberto e a gente estima que este seja um mês bastante chuvoso”, diz o diretor do Inmet/PA, José Raimundo Abreu.
Ele também afirma que municípios da região sudeste do Pará ainda devem sofrer com as fortes chuvas e temporais neste mês e citou em especial as cidades de Paragominas, Parauapebas e Tucumã. “Paragominas teve na última madrugada 160 milímetros de chuva que durou 14 horas. Estas chuvas prolongadas que vimos nos últimos dias devem se repetir”, completou. Na madrugada da última terça-feira (2), várias áreas destas cidades da região sudeste foram atingidas por temporais.
Chuva causa destruição em Paragominas e Parauapebas
O sudeste do Pará tem sofrido nos últimos dias com as chuvas que caem na região. Várias cidades sofreram prejuízos. Entre elas estão Parauapebas, Paragominas, Ourilândia do Norte e Tucumã.
Quatro municípios no Pará em situação de emergência após fortes chuvas
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Em Paragominas, dezenas de pontos de alagamentos foram registrados, tanto no centro da cidade como nos bairros periféricos, e causaram muito transtorno. O rio que corta o município transbordou impedindo a passagem de veículos. Imagens aéreas mostram a situação preocupante pela qual passa o município.
Uma das principais pontes que dá acesso ao bairro da Promissão cedeu com a força da água. Veículosforam arrastados. O aposentado Tarobal Silva, que era mestre de obras, ajudou a construir a ponte e lamentou o ocorrido. “Eu estou triste porque eu que construí essa ponte. Só de fundação são 10 metros e o peso da água derrubou tudo”. A Defesa Civil de Paragominas já vinha emitindo alerta sobre os riscos das fortes chuvas e providenciou abrigos para ajudar as famílias afetadas.
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O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota na terça-feira (3), informando que cobrou providências urgentes a serem adotadas pela Prefeitura de Paragominas, após a forte chuva que ocorreu no último domingo no município.
O ofício lembra que em 12 de abril de 2018, o rompimento de barragens irregulares em fazendas próximas havia causado o alagamento de boa parte de Paragominas e investigações posteriores apontaram a necessidade de medidas tanto de prevenção quanto de contenção para que a cidade suporte as chuvas. As medidas requisitadas pelo MPF pretendem garantir assistência aos moradores atingidos e a recuperação de áreas degradadas para evitar alagamentos.
PARAUAPEBAS

Em Parauapebas, com a forte chuva que caiu sobre a cidade entre a noite de segunda-feira (2) e terça-feira (3), muitas áreas foram atingidas. O nível do rio que dá nome a cidade subiu 57cm e chegou a 8,47m. Muitas famílias ficaram desalojadas e preferiram ir para as casas de parentes ou amigos, outras foram encaminhadas para abrigo da prefeitura.
A Defesa Civil de Parauapebas está fazendo levantamento no número de famílias desalojadas para poder dar o suporte. Segundo as primeiras informações, 129 casas foram atingidas. A previsão é de mais chuva para os próximos dias.
Defesa Civil presta apoio a 4 cidades em situação de emergência
A Defesa Civil do Estado foi acionada para atuar de modo emergencial em quatro municípios afetados pelas fortes chuvas dos últimos dias. Cachoeira do Arari, Paragominas, Parauapebas e São Geraldo do Araguaia declararam oficialmente situação de emergência. De acordo com o órgão, vinculado ao Corpo de Bombeiros do Pará, já está sendo feito o levantamento do número de famílias desabrigadas.
“Até agora, o levantamento preliminar aponta que, em Parauapebas há duas famílias desabrigadas e 40 famílias desalojadas; em Paragominas são duas famílias desabrigadas e 13 desalojadas; em Cachoeira do Arari foram registradas 9 famílias desabrigadas e 1 desalojada. Já no caso de São Geraldo do Araguaia são 3,2 mil pessoas desalojadas”, disse o assessor da defesa civil, majorBruno Freitas.
Os desabrigados estão sendo levados para abrigos e escolas municipais e as pessoas desalojadas foram para casas de parentes ou vizinhos. O acolhimento é realizado pelas prefeituras e o apoio operacional e de levantamento de dados é feito com ajuda da Defesa Civil.
O governador Helder Barbalho se pronunciou nas redes sociais. “Nós estamos atentos a estas questões e já recomendei que o Coronel Hayman (comandante do CBMPA), junto com a equipe da Defesa Civil, possa ir, ainda hoje (ontem) em Paragominas para olhar a realidade, prestar toda a solidariedade. Amanhã (hoje), ele estará em Parauapebas. Vamos disponibilizar cestas de alimentos para as famílias atingidas, apoio para as prefeituras na reconstrução das áreas atingidas, todo o apoio do governo para melhorias e reconstrução de eventuais unidades habitacionais que tenham sido destruídas por conta das fortes chuvas ocorridas”, disse .
BAIRROS
Em Paragominas, 11 bairros que sofrem influência do rio Uraim, foram afetados. A Defesa Civil do Estado afirma que, até agora, não houve mortes relacionadas às fortes chuvas em nenhum dos municípios em situação de emergência. Também foi descartada a hipótese de que a inundação em Paragominas tenha sido por conta de rompimento de barragens clandestinas como o ocorrido em 2018. “Todas têm a ver com o transbordamento dos rios provocados pelas fortes chuvas”, disse.
Nestes dois municípios, cerca de 100 bombeiros atuam exclusivamente para atender asáreas atingidas.
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