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HOMENAGEM

Bicicletada lembra ciclista morta por micro-ônibus em Belém

Nesta sexta-feira (6) foi realizada em Belém uma Bicicletada alusiva ao Dia Internacional das Mulheres. E como é um evento realizado por ciclistas, o protesto também será pelas mortes de quem usa esse como principal meio de transporte.De janeiro até

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Imagem ilustrativa da notícia Bicicletada
lembra ciclista morta por micro-ônibus em Belém camera Divulgação

Nesta sexta-feira (6) foi realizada em Belém uma Bicicletada alusiva ao Dia Internacional das Mulheres. E como é um evento realizado por ciclistas, o protesto também será pelas mortes de quem usa esse como principal meio de transporte.

De janeiro até agora, quatro ciclistas perderam a vida no trânsito na capital. O manifesto também fará uma homenagem à ciclista Renata Teixeira, morta por um micro-ônibus em fevereiro deste ano.

Uma Ghost Bike será colocada no local do acidente. A concentração da Bicicletada foi no Mercado de São Brás e seguiu em direção à rua Oswaldo Cruz, num percurso de 17 km.

“A Bicicletada é um evento que realizado geralmente na última sexta-feira do mês em muitas cidades do mundo, onde ciclistas, skatistas, patinadores e outras pessoas com veículos movidos a propulsão humana, ocupam seu espaço nas ruas e hoje vamos ocupar para protestar contra as mortes de ciclistas, em especial de Renata Teixeira, aproveitando a programação do Dia da Mulher”, explica a técnica de segurança do trabalho, Ruth Costa, Diretora administrativa da União dos Ciclistas do Brasil (UCB).

O caso de Renata Teixeira, 27 anos, ocorrido no dia 20 de fevereiro, em Águas Lindas, provocou comoção na comunidade.

Ela deixa dois filhos pequenos e a mãe, que dependiam do seu trabalho para ajudar no sustento da família.

“Renata morreu, após ser atingida pelo micro-ônibus na principal via do bairro, que é estreita, tem dois sentidos e fluxo intenso de carros de todos os portes. Mesmo assim não há calçadas ou ciclovia para pedestres e ciclistas, que são obrigados a se arriscar todos os dias andando no meio da rua”, denuncia a diretora da UCB.

Ainda segundo Costa, que também é integrante do coletivo ParáCiclo e do Pedala Mana, só este ano, há informação de quatro ciclistas mortos nas vias de Belém, mas ainda é difícil apurar os números reais.

“A maior dificuldade é que não há uma plataforma com dados oficiais atualizada e acessível a todos os usuários. As informações disponíveis não identificam claramente as situações que envolvem bicicleta”, esclarece.

Ela ressalta ainda que o tipo de registro- se o óbito foi na hora ou no hospital- também contribui para diluir os números. “A morte em decorrência do trauma, seja em hospital, posto de saúde ou casa não é computada como morte pelo trânsito”, comenta.

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