Belém vive um surto de sarampo, com 188 casos registrados de janeiro até ontem. A maior taxa de incidência ocorreu em crianças menores de cinco anos de idade. O número já supera o total de registros de 2019, quando foram confirmados 147 casos da doença. As informações foram repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Os bairros com maior número de casos são: Guamá (30), Jurunas (27), Tapanã (17), Terra-Firme (16), Marco (11) e Pratinha (9).
A baixa cobertura vacinal é apontada como a principal causa da proliferação da doença, que é transmissível. A fim de aumentar essa cobertura, o Ministério da Saúde realiza desde o dia 10 de fevereiro deste ano a Campanha Nacional de Vacinação de Tríplice Viral, que previne contra sarampo, rubéola e caxumba. O público-alvo é a população entre cinco e 19 anos.
A campanha encerra no próximo dia 13, porém, a vacinação seguirá disponível nas unidades de saúde de Belém, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações da Sesma, Nazaré Athayde, a meta de vacinação na capital é atingir 17 mil pessoas, dentro do público-alvo. Até agora, somente 40% deste quantitativo recebeu a imunização. “A única forma de prevenir é a vacinação. Quem se vacina tem 100% de segurança de não contrair a doença. O sarampo é tão grave que pode levar à pneumonia e a doenças neurológicas, pelas complicações da doença”, alertou a coordenadora.
PARÁ
Segundo o Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), de 11 de agosto de 2019 a 22 de fevereiro de 2020, foram notificados 1.266 casos suspeitos de sarampo, dos quais 478 (37,8%) foram confirmados, 269 (21,2%) descartados e 519 (40%) permanecem em investigação.
Dos 478 confirmados, 105 foram em pessoas de 20 a 29 anos; 94 em jovens de 15 a 19 anos; 91 em menores de um ano e 61 em crianças de um a quatro anos de idade.
Os municípios paraenses com maior número de casos são Belém com 212, Ananindeua (76) e Marabá (68).
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar