A ntes da declaração, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), considerando como pandemia global a Covid-19, infecção respiratória causada pelo novo coronavírus, na quarta-feira (11), conforme os protocolos de atendimento estabelecidos pelo Ministério da Saúde, para ser um caso suspeito do novo coronavírus, a pessoa precisava corresponder a requisitos mais específicos, que era ter vindo de uma área endêmica, ou seja, onde haja circulação do vírus ou ter tido contato com casos suspeito em algum momento. Ao atender esses critérios, a pessoa é submetida à coleta de amostras de secreção nasofaringe para atestagem laboratorial.
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“Quando passo a ter uma declaração de pandemia, a origem das pessoas deixa de importar. Passo a cuidar mais amplamente. Como autoridade de saúde vou me preocupar mais com aquelas pessoas que tenham sinais e sintomas de uma síndrome respiratória ou gripal que é febre, tosse, coriza, dor no corpo. A gente continua monitorando e coletando amostras dos pacientes para identificar quais deles são suspeitos”, disse o secretário de Estado deSaúde, Alberto Beltrame.
O Pará foi um dos primeiros estados a criar um comitê técnico de enfrentamento ao coronavírus, responsável por estabelecer um plano de contingência do Estado que foi apresentado ao Ministério, conforme pontuou o secretário Alberto Beltrame. Esse planejamento abrange diversos cenários, começando pelas medidas de prevenção com a elaboração de campanhas para orientar a população. Inclui ainda a preparação técnica dos profissionais de saúde em geral, a fim de prestarem o atendimento adequado.
HOSPITAIS
Além disso, Beltrame ressaltou que o Pará possui hoje uma rede preparada para atender possíveis casos confirmados. E conta com onze hospitais de referência, sendo eles: Santa Casa de Misericórdia, Hospital Abelardo Santos, Hospital Universitário João de Barros Barreto, além dos hospitais regionais de Santarém, Marabá, Breves, Paragominas, Altamira, Redenção, Conceição do Araguaia e Tucuruí.
Mesmo quem não viajou ou teve contato com casos suspeitos, pessoas que apresentarem sintomas respiratórios graves passarão pela mesma coleta de amostras e, descartando infecções respiratórias comuns, serátestado para Covid-19.
“De cada 100 casos, 85 são de quadros leves a moderados. Pessoas que devem ser atendidas na atenção primária, nas unidades básicas de saúde, com a orientação de permanecerem em casa, adotando todos os cuidados convencionais. Somente 15 apresentam casos graves, que necessitam de atendimento hospitalar. É importante que a população não saia correndo para a rede hospitalar, congestionando as urgências e emergências. A pessoa pode resolver o problema nas unidades de saúde, que também estão preparadas para atender os pacientes e coletar amostras”, declarou o secretário.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que até ontem foram notificados 30 casos suspeitos de Covid-19, dos quais 21 foram descartados e 9 permaneciam em análise.
BELÉM
Após o prefeito Zenaldo Coutinho anunciar que decretaria situação de emergência na cidade, a Prefeitura de Belém divulgou nota na manhã deste sábado em que informa que “segue as diretrizes determinadas pelo Ministério da Saúde para tomar medidas no intuito de evitar a disseminação do Covid-19”. “Belém”, segue a nota, “não é uma cidade onde há casos da doença, portanto, o Governo Federal emitiu novas recomendações e a Prefeitura obedece as diretrizes.Os eventos na cidade serão mantidos, mas necessitam de cuidados”, finaliza a nota oficial.
Kits para montar leitos de UTI
No Brasil, a tendência é que o número de casos cresça. Contudo, o secretário explica que o país possui uma rede sólida de vigilância em saúde. Ele lembra que o país já enfrentou diversas crises de saúde pública, com o surgimento de epidemias, como a síndrome respiratória grave entre 2002 e 2003. Já em 2009 houve a H1N1, que apresentou uma taxa de letalidade maior que o coronavírus possui hoje, embora o atual tenha a capacidade de contaminar mais pessoas, sendo menos agressivo que o H1N1.
“Tudo isso fez com que o Brasil adotasse medidas e tivesse um sistema de saúde muito forte. A rede de atenção à saúde também está preparada para isso. Para casos graves, o MS vai começar a distribuir aos estados kits de equipamentos para montar leitos de UTI. O Pará deve receber entre 40 a 42, para que possamos criar leitos adicionais de unidades de terapia intensiva. Ou seja, vai transformar um leito convencional em UTI”,disse Beltrame.

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