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PREVENÇÃO

Covid-19: isolamento social completa uma semana

Hoje faz uma semana do decreto estadual que traz uma série de medidas para a prevenção da Covid-19, como a recomendação para que a população evite aglomerações e, conforme também indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), fique em casa – saia somente pa

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Imagem ilustrativa da notícia Covid-19: isolamento social completa uma semana camera O movimento é baixo até em áreas como a Praça Batista Campos | Wagner Santana

Hoje faz uma semana do decreto estadual que traz uma série de medidas para a prevenção da Covid-19, como a recomendação para que a população evite aglomerações e, conforme também indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), fique em casa – saia somente para fazer o essencial. Este isolamento social é fundamental para impedir que o novo coronavírus continue a se espalhar e a infectar as pessoas. Apesar dos riscos e das orientações de prevenção, a população, sobretudo em Belém, parece ainda estar dividida entre seguir ou não o apelo para ficar em seus lares.

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Os bairros centrais e periféricos apresentam comportamentos bastante antagônicos no que se refere a evitar aglomerações. No centro comercial da capital, por exemplo, os fins de tarde têm sido semelhantes aos de um domingo nos últimos dias, com pouquíssimas pessoas e carros nas ruas. Por lá, os comerciantes têm cumprido a determinação de fechar às 15h e liberar os trabalhadores mais cedo. As aglomerações ocorrem nas paradas de ônibus, depois que o comércio encerra as atividades. E a maioria das pessoas nestes pontos usa máscaras, por exemplo. “Às 15h fecha tudo. Não fica ninguém por aqui, não”, disse o mototaxista Manoel Sarmento.

Ele faz ponto próximo à Praça do Relógio e tem como clientes em potencial os consumidores e trabalhadores do comércio. Manoel disse que o fluxo de passageiros que transporta diminuiu consideravelmente e que ontem teve o dia de menor movimento. “Eu não posso deixar de trabalhar, do contrário não teremos o que comer em casa. Peço proteção a Deus e tento manter as mãos limpas e não levo cliente que está doente”, comentou.

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No complexo Ver-o-Peso, a proibição de vender comidas para consumação no local tem feito as boieiras fecharem suas barracas mais cedo e os alimentos são vendidos para pronta-entrega e delivery.

Ao longo da avenida Presidente Vargas, a maiorias dos estabelecimentos também têm fechado mais cedo. Somente as farmácias abrem em horário normal. De máscara no rosto, o atendente de uma drogaria comentou que o movimento ficava fraco depois que as outras lojas fechavam. “A gente está pedindo que os clientes mantenham a distância social recomendada. Estamos higienizando as mãos e o balcão frequentemente”, afirmou.

A Praça Batista Campos, espaço muito procurado para a prática de atividade física, também estava quase vazia. Os moradores do bairro seguem a recomendação para ficar em casa. O vendedor de coco Jorge Vidal tem reclamado disso. As vendas caíram e ele culpa a imprensa, o governo e a prefeitura por incentivar que a população siga o isolamento social. “Deus não dorme e está vendo vocês acabarem com a Economia”, reclamou. Ele também disse que o movimento tem sido melhor pela manhã.

O movimento de pessoas nas ruas também era bem baixo pelos bairros do Umarizal, Reduto e Nazaré, áreas centrais. No bairro do Guamá, um dos mais populosos de Belém, a avenida Barão de Igarapé concentra um grande número de lojas. Por lá, o movimento de pessoas e carros era equivalente ao de um dia comum. O cenário deixava a atender que, por ali, o risco de contaminação pela Covid-19 não existe no imaginário da população e dos comerciantes.

DEBOCHE

Quando a reportagem circulou pelo local, alguns lojistas fizeram piadas. Outros resmungaram. Perguntavam qual a autoridade que iria sustentá-los ou pagar o salário dos funcionários deles. Não havia quase movimento de clientes dentro das lojas, mas o fluxo de pessoas pelas calçadas era intenso, assim como o de caminhões descarregando mercadorias em lojas de materiais de construção. E em nenhum momento pessoas foram vistas com máscaras ou mantendo o distanciamento social seguro.

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