Seja nas grandes redes de farmácias ou nas drogarias mais populares, encontradas em diversos bairros da capital paraense, a resposta de vendedores e os avisos nas entradas dos estabelecimentos são os mesmos: “não temos álcool em gel”. O produto, que é um dos principais itens de higiene que ajudam a prevenir contra o coronavírus (Covid-19), está em falta em quase todos os estabelecimentos, incluindo supermercados da capital.
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A equipe de reportagem do DIÁRIO visitou vários estabelecimentos na manhã de ontem (26). Em outra farmácia localizada na avenida Almirante Barroso, bairro do Marco, além do álcool em gel, as máscaras cirúrgicas descartáveis também estão em falta. O gerente do local, Rui Franco, disse que ainda não há nenhuma previsão para que os dois produtos voltem às prateleiras, já que a demanda está grande em todo o país. “Tudo o que tínhamos em estoque foi vendido. E não sabemos quando vamos conseguir trazer uma nova leva para abastecer nossa farmácia”, explica.

ALTERNATIVA
Na falta desses dois produtos, a recomendação é fazer o que especialistas e as organizações de saúde no mundo todo vem orientando, que é lavar bem as mãos com água limpa e sabão. É o que tem feito a propagandista, Miriam Matos, 42, que mora com mais três pessoas em casa. Para ela, a falta desses dois itens durante a pandemia e novos casos sendo confirmados não servem de desculpa para deixar de se prevenir e cuidar. “Em casa está todo mundo em isolamento. Minha sogra não sai para fazer nada na rua. Se não tem álcool, vai com água e sabão mesmo, o que é mais eficaz ainda”, lembra.

Receita para substituir o álcool na limpeza
A higienização de objetos e superfícies faz parte das recomendações para evitar a contaminação da Covid-19. Em função de ser um dos artigos mais procurados para o processo de desinfecção, o álcool em gel se transformou em um produto caro, raro em farmácias e supermercados, e inacessível para muitos brasileiros.
Na sua função de servir ao profissional da Química e informar à sociedade sobre a forma correta e eficiente de fazer a desinfecção química contra o coronavírus, o Conselho Federal de Química convidou o bacharel em Química Tecnológica Prof. Dr. Jorge Macedo, autor da obra “Desinfecção & Esterilização Química”, entre outras, para propor uma forma de desinfecção eficiente e alternativa ao álcool, para as superfícies dos objetos das residências, com custo menor e ao alcance da população. A indicação segue as recentes informações internacionais da WHO (World Health Organization) e UNICEF (United Nations Children’s Fund). Veja no box abaixo.

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