O município de Marabá, no sudeste paraense, celebra 107 anos de emancipação política neste domingo (5) sem bolo e festa devido a pandemia da Covid-19 no estado. A tradicional queima de fogos no bairro Cabelo Seco foi cancelada, mas para não passar em branco foi hasteada uma imensa bandeira da cidade para receber visitantes e inspirar seus moradores na entrada da Marabá Pioneira.
Atualmente, a cidade segue em quarentena após um caso confirmado da doença. No período de 23 a 29 de março, as atividades do comércio estavam suspensas por um decreto da prefeitura, mas no dia 30 a prefeitura emitiu uma decisão flexibilizando a abertura de alguns setores, entre eles as lojas de materiais de proteção individual (EPI), de distribuição de gás de cozinha e água mineral, lojas de produtos hospitalares, de informática e as lavanderias de roupas. Os Ministérios Público e Federal, entretanto, interviram e recomendaram o fechamento das lojas.
As aulas municipais também seguem suspensas, inicialmente, por um período de 15 dias.
Como forma de garantir que todos permaneçam em casa e respeitando os decretos municipais e estaduais que proíbem o consumo de bebida alcoólica e aglomeração, as forças de segurança interditaram a orla do município neste domingo.
Enquanto isso, nas duas rodoviárias do município, é permitido apenas o transporte intermunicipal.

POUCOS VOOS
Os voos para Marabá também diminuíram no aeroporto João Correa da Rocha, considerado o mais movimentado da região sudeste com mais de 400 mil passageiros por ano. É desse aeroporto que conexões para Belém, Carajás, Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) são realizadas. No dia 26 de março, as empresas aéreas Gol e Azul cancelaram os voos para o município.
As empresas fazem voos de Marabá para as capitais Belém, Brasília e Belo Horizonte. No município operam três companhias: Gol, Azul e Latam Airlines, esta última que tem previsão de manter os voos somente as quintas-feiras. Já a Gol não tem previsão de retornar o serviço, enquanto que a Azul a previsão é de que os serviços sejam retomados no próximo dia 30 de abril. As informações foram confirmadas pelas próprias companhias aéreas e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, Infraero.

ENCHENTES - A população, além de conviver com as restrições sociais causadas pela pandemia, também estão enfrentando a cheia do rio Tocantins, que neste ano atingiu 12,53 metros. Resultado é que mais de mil e duzentas famílias perderam suas casas para a força das águas; a maioria conseguiu retornar posteriormente, mas a outra parte segue abrigada em 14 unidades oferecidas pela prefeitura.
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