Apesar das limitações na economia por conta da pandemia de Covid-19, quem segue a tradição cristã vai encontrar peixe mais barato este ano. Isso porque a maioria do pescado que é consumido pelos paraenses na capital sofreu queda de até 17% nos preços em comparação ao mesmo período do ano passado, que é o caso da dourada. O mais barato pode ser encontrado por, em média, R$ 6, 75, o quilo.
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A pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA) mostra o comportamento do preço do pescado comercializado em Belém ao longo dos últimos 12 meses. Foi coletado o valor de 38 espécies de pescados mais procurados nessa época do ano na capital, além do camarão regional e o caranguejo.
Dentre a relação de 29 tipos, somente cinco sofreram aumento nos preços em comparação ao mesmo período de 2019, que é o caso da espécie pirapema (+17,39%) – mas que continua o mais barato de todos -, tucunaré, peixe pedra, xareu e da arraia. O quilo da dourada, por exemplo, está quase 17% mais barato, em relação ao mesmo período do ano passado.
Tipos como camurim, tamuatá, corvina, pescada gó, filhote, pescada amarela, e outros, estão pelo menos 10% mais baratos. “Devido, em grande parte, a fatores conjunturais ligados aos efeitos do coronavírus sobre a economia, chegamos à Semana Santa com o preço da maioria do pescado consumido pelos paraenses mais barato”, avalia Roberto Sena, economista e supervisor técnico do Dieese/PA.
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