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CORONAVÍRUS

Medidas de prevenção são tomadas em cemitérios e funerárias

C om os registros de óbitos no Pará de pessoas com o novo coronavírus, funerárias e cemitérios tomam medidas de segurança visando proteger seus funcionários e familiares durante o sepultamento das vítimas da Covid-19. Da utilização de equipamentos de segu

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Imagem ilustrativa da notícia Medidas de prevenção são tomadas em cemitérios e funerárias camera Em caso de mortes confirmadas ou suspeitas de terem sido causadas pela Covid-19 uma série de medidas de segurança estão sendo tomadas para garantir a segurança dos funcionários e familiares de cemitérios e funerárias | Mauro Ângelo

C om os registros de óbitos no Pará de pessoas com o novo coronavírus, funerárias e cemitérios tomam medidas de segurança visando proteger seus funcionários e familiares durante o sepultamento das vítimas da Covid-19. Da utilização de equipamentos de segurança para funcionários, até a presença de um número máximo de pessoas em enterros, evitando a aglomeração, são diversas as medidas de prevenção.

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Macacão, máscaras, luvas e óculos de proteção. Estes são alguns dos equipamentos que funcionários de funerárias e cemitérios precisam usar para cumprir as medidas de segurança contra o novo coronavírus. No final do mês passado, o Ministério da Saúde lançou um guia para o manejo de corpos durante a pandemia, com recomendações sobre como devem ser realizados os funerais, o manuseio do cadáver nos hospitais, em domicílio e em espaço público. O documento serve para orientar as equipes de saúde de medicina legal e funerárias.

A realidade para sepultamento de pessoas vítimas da Covid-19 ou casos suspeitos ainda tem sido novidade para Cleverton Marques Oliveira, 39 anos, que trabalha há seis anos em um cemitério localizado na BR-316, em Ananindeua. Ele é a favor das medidas e afirma serem necessárias para sua própria proteção e de seus familiares.

“A gente não estava acostumado com o tanto de material para trabalhar com sepultamento, mas tem que se proteger e prevenir. Temos receio com tudo isso que está acontecendo, mesmo com toda a segurança, mas temos que enfrentar essa situação e seguir adiante. Não podemos deixar de fazer nosso trabalho, ele é importante e as pessoas necessitam”.

A cerimônia de sepultamento deve ser realizada em lugares abertos, com bastante ventilação e o caixão fechado. Além disso, estão suspensos os velórios para casos suspeitos ou confirmados da doença devido recomendação do Ministério da Saúde. É recomendado que profissionais com idades igual ou acima de 60 anos, gestantes, lactantes, portadores de doenças crônicas, cardiopulmonares, oncológicas ou imunodeprimidos não sejam expostos às atividades relacionadas ao manejo de corpos de casos confirmados ou suspeitos de Covid-19.

Uma restrição que é geral é quanto a quantidade de pessoas no local, com no máximo 10, respeitando a distância mínima de, pelo menos, dois metros entre elas. Também está proibida a presença de pessoas que pertençam ao grupo de risco: idosos a partir de 60 anos, gestantes, lactantes, portadores de doenças crônicas e imunodeprimidos. A presença de pessoas com problemas respiratórios também deve ser evitada.

PROTEÇÃO

Marcus Vinícius é gerente do cemitério Recanto da Saudade e afirma que teve um sepultamento de pessoa com caso suspeito, sendo descartado posteriormente, onde todos os requisitos foram tomados. Ele afirma que estes procedimentos de proteção aos funcionários são realizados em ocasiões onde existem casos suspeitos ou confirmados. “Nossos motoristas estão com EPI (Equipamento de Proteção Individual), colaboradores uniformizados e segue assim até o fim do sepultamento. Ainda não tivemos nenhum sepultamento com pessoas com coronavírus, apenas um com caso suspeito e que foi descartado depois. É feita a higienização conforme orientação”, afirma.

Marcus Vinicius
📷 Marcus Vinicius |Mauro Ângelo

Ainda de acordo com Marcus Vinícius, o movimento de pessoas realizando visitação caiu drasticamente, o que para ele também pode ser encarado como algo positivo, mostrando que as pessoas estão cada vez mais preocupadas em evitar o contágio do novo coronavírus.

“Percebi a ausência de clientes no cemitério, o movimento caiu bastante, no máximo três pessoas visitam ao longo da semana. Com essa pandemia tivemos uma mudança total, o velório agora dura no máximo duas horas, o número de pessoas é muito limitado e os próprios familiares estão respeitando as determinações”, ressaltou.

Busca pelo distanciamento social

A enfermeira Marilda Souza, 60 anos, estava no cemitério para visitar o túmulo de sua mãe, que completava um mês de falecimento. “Nós temos que pensar no bem-estar e na qualidade de vida, torcendo para que a infecção não dissemine. Claro que tudo isso deixa a gente um pouco deprimido por não estar convivendo socialmente fora de nossa residência”, comenta ela, que vem usando máscara como forma de proteção.

Marilda Souza
📷 Marilda Souza |Mauro Ângelo

MUDANÇA

O sepultamento da mãe de Marilda foi no dia nove do mês passado. Ela afirma que desde este dia o convívio social mudou e, com a pandemia da Covid-19, sai de casa apenas para o trabalho, buscando sempre o distanciamento social seja onde for, inclusive no cemitério. “Para você ver só o quanto mudou nossa cidade de um mês para cá. Hoje estamos enfrentando uma pandemia e isso faz com que a gente repense a nossa vida, valorizar estar em família, sem ser egoísta. Eu estou há um mês sem ver minhas irmãs, sem ter o convívio porque a gente não pode ir e vir de casa”.

ORIENTAÇÕES MINISTÉRIO DA SAÚDE

- Os velórios e funerais de pacientes confirmados/suspeitos da Covid-19 não são recomendados, também devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados

- Não permitir a presença de pessoas com sintomas respiratórios, observando a legislação referente a quarentena e internação compulsória no âmbito da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN)pela Covid-19

- Caso seja imprescindível, elas devem usar máscara cirúrgica comum, permanecer o mínimo possível no local e evitar o contato físico com os demais

- Não permitir a disponibilização de alimentos. Para bebidas, devem-se observar as medidas de não compartilhamento de copos

- A cerimônia de sepultamento não deve contar com aglomerado de pessoas, respeitando a distância mínima de, pelo menos, dois metros entre elas, bem como outras medidas de isolamento social e de etiqueta respiratória

- O enterro deve ocorrer com no máximo 10 pessoas, não pelo risco biológico do corpo, mas sim pela contraindicação de aglomerações

- Os falecidos devido à Covid-19 podem ser enterrados ou cremados.

OS EPIS RECOMENDADOS PARA TODA A EQUIPE QUE MANEJA OS CORPOS

- Gorro

- Óculos de proteção ou protetor facial

- Avental impermeável de manga comprida

- Máscara cirúrgica

- Luvas: Usar luvas nitrílicas para o manuseio durante todo o procedimento

- Botas impermeáveis

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