Negociação e equilíbrio. Essas são as palavras-chaves para superar a nova realidade financeira provocada pela pandemia da Covid-19, que sem dúvidas, tem causado mudanças de comportamento e hábitos na vida das pessoas. E sem perspectivas de quando a rotina voltará ao normal, é preciso reavaliar as finanças para não entrar no vermelho ou mergulhar cada vez mais em dívidas. Segundo estudo divulgado ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias com dívidas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro bateu novo recorde em abril de 2020, alcançando 66,6%.
Pesquisa mostra que Pará pode ter mais de 6.165 infectados pelo coronavírus
Veja todos os casos de Covid-19 no Pará
A educadora financeira Ana Ferrari, vice-presidente regional da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) explica que despesas comuns, tais como alimentação no geral, migraram também para gastos com produtos de higiene, já que é uma forma de tentar não ser infectado pelo vírus. A situação também provocou mudanças na forma de compra daquilo que é essencial. “Sendo ela on-line ou delivery, as pessoas começaram a priorizar o preço dos produtos, independente das marcas”.
Há serviços que também são essenciais, como o plano de saúde, telefone, internet, luz e água. Nesses casos, Ana Ferrari orienta que as negociações devem sempre ser feitas anualmente, “pois os prazos de contrato sempre são anuais e vale a pena rever os gastos da família”. “Minha indicação é ter equilíbrio em qualquer tomada de decisão, tanto em consumo imediato, como consumo futuro, e ajustar o padrão de vida da família”, acrescenta.
RESERVAS
As reservas na poupança, crédito nos cartões e até formas de financiamentos já estão sendo utilizados como alternativas para manter os boletos em dia e garantir o necessário dentro de casa. No entanto, a especialista alerta para as cautelas que devem ser tomadas e para oportunidades que podem surgir. “Para quem possui uma reserva financeira, seria o momento de negociar suas dívidas à vista com desconto ou pagamento em outras contas no geral, como escola com desconto significativo, além da compra de produtos à vista”, destaca.
Com relação às faturas dos cartões de crédito que não param de chegar, a recomendação da educadora financeira é tentar a negociação, assim evitar a inadimplência. “A negociação sempre é bem-vinda em qualquer momento. Se a taxa de juros cair, devemos solicitar renegociação de todas as dívidas que tenham como base a taxa ou os juros. Isso também se aplica em vários contratos financeiros”, afirma.

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar