A possibilidade de estar com a Covid-19 tem levado muitos pacientes a lotar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros em Belém. Em todas as unidades não restam dúvidas de que a procura por atendimentos de Emergência aumentou. Existe um aglomerado de pessoas aguardando, até mesmo do lado de fora, avaliação médica.
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O resultado são as filas enormes, as aglomerações nas recepções das unidades e muita reclamação sobre a demora para ser atendido. Em alguns lugares, o intervalo de tempo entre a triagem (avaliação prévia para verificar a gravidade dos sintomas) e a consulta de plantão demora até mais de seis horas.
Ontem (14), por exemplo, a UPA de Icoaraci foi alvo de reclamações sobre a demora para o atendimento. Um paciente, que não quis revelar a identidade, denunciou que chegou à unidade por volta de 9h e já passava das 15h e ele não havia sido atendido pelo médico de plantão. “Ainda não almocei e não tenho previsão sobre a que horas vou ser atendido. Só tem um médico para atender todo esse povo que você está vendo aí”, apontou o usuário.
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Nem todos estão usando máscaras. Uma adolescente de 17 anos, reclamou que sentia dor de cabeça, febre, tosse e falta de ar e já estava há quatro horas na UPA aguardando atendimento. “A minha mãe me trouxe, mas estava passando mal de fome e foi em casa almoçar. Eu estou aqui e já senti até tontura, acho que porque ainda não comi”, comentou a paciente. A jovem chegou na unidade por volta de 11h, já era quase 15h30, e ela também não tinha sido avaliada.
“Teve pessoas que chegaram aqui de manhã e foram embora cansados de esperar. Desistiram. Só tem um médico. Onde já se viu? Falam tanto sobre leitos e não tem médicos para nos atender!”, exclamou uma usuária, que entrou na unidade logo após desabafar sua indignação. “Quando chega uma pessoa conhecida deles (dos funcionários) o atendimento é rápido. Vimos até pastora chegar aqui e ser atendida em menos de 20 minutos. A gente está aqui, à espera”, disse outro paciente.

Na UPA da Sacramenta, que na última segunda-feira (13) registrou tumultos e aglomerações, o volume de pessoas aguardando atendimento era menor. Mas ainda assim, haviam pessoas sem máscaras e tossindo na unidade. Na UPA da Terra Firme não houve grande demanda de pacientes. No PSM do Guamá, uma equipe de funcionários continuava orientando os pacientes com um quadro menos grave a procurarem atendimento em outras unidades.
Sesma
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que na Unidade de Pronto Atendimento de Icoaraci, uma médica que estava na escala faltou na manhã de ontem (14), não justificando a ausência e não houve tempo hábil para escalar outro profissional. Dois médicos estavam no plantão atendendo a demanda, que aumentou mais de 200% nos últimos dois dias. A Sesma ressalta que a UPA atende por classificação de risco, priorizando os casos mais graves. Pacientes de baixa complexidade podem ser atendidos nas unidades básicas de saúde.
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