De todas as novas medidas de segurança para o funcionamento dos supermercados de Belém neste período de pandemia de Covid-19, manter o controle sobre a quantidade de veículos no estacionamento é a ação que os estabelecimentos apresentam maior dificuldade para cumprir. Com a atualização do decreto municipal nº 95.955, que estabeleceu normas mais rígidas de combate a proliferação do novo coronavírus, os supermercados devem funcionar apenas com a metade da capacidade do estacionamento e permitir somente a entrada de uma pessoa por veículo. O número de clientes dentro dos supermercados também passou a ter limites para os empreendimentos com 200 metros quadrados ou mais. Nestes estabelecimentos será permitido um cliente a cada nove metros quadrados, ou seja, se a loja tiver 200 m², deverá permitir a entrada de, no máximo, 23 consumidores por vez.
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As outras regras, como a higienização dos carrinhos e o oferecimento de álcool em gel ou álcool 70% na entrada, já estão sendo cumpridas. Além disso, a Associação Paraense de Supermercadistas (Aspas) mantém a campanha que pede para os clientes levarem as próprias máscaras na hora de ir às compras.
O horário da tarde ainda é o de menor movimento dentro dos supermercados. Ontem, por exemplo, entre 15h e 16h30, havia pouca gente em diversos estabelecimentos espalhados pela Grande Belém.
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O estacionamento de um supermercado localizado próximo a Praça Brasil, no bairro do Umarizal, estava lotado. Mas a realidade dentro da loja era bem diferente. Esta situação exemplificou a preocupação do presidente da Aspas, Jorge Portugal, com a regra do estacionamento. “As pessoas têm o costume de deixar os carros nos estacionamentos de supermercados para resolver coisas fora das lojas. Isso tem sido a nossa preocupação. É um problema que todas as redes (de supermercados) enfrentam”, frisou. “Todos os decretos, sejam eles municipais ou estaduais, estão sendo cumpridos. As lojas de supermercados estão se adequando”, pontuou Portugal.
ÁLCOOL EM GEL
Tanto no supermercado que funciona na avenida José Bonifácio, quanto o que funciona na avenida Duque de Caxias, os clientes são recepcionados com uma funcionária borrifando álcool para a higienização das mãos. Elas ficam bem na porta dos estabelecimentos. “Mesmo que o cliente mostre que está com álcool em gel na bolsa, eu borrifo o álcool nas mãos deles. É medida de segurança”, disse a funcionária.
Como o movimento no interior da loja era baixo, não foi observada nenhuma aglomeração. Nenhum cliente quis dar entrevistas. Conversaram com a equipe em caráter informal. “Estou apenas repondo alguns itens que já acabaram na minha dispensa. Venho à tarde porque é sempre mais tranquilo”, comentou a dona de casa Ana Medeiros, 39. Ela usava luvas plásticas e máscara. “Quando chego em casa, lavo as embalagens”, reforçou sobre os cuidados que toma contra o coronavírus.
Próximo aos caixas, os pisos têm marcação indicando o espaço que as pessoas devem manter. “Estamos seguindo rigorosamente os decretos e agindo dentro do possível para conter a pandemia”, disse o empresário Mauro Corrêa, gerente do supermercado Nazaré. Ele citou que os próprios clientes têm colaborado em manter a distância social mínima e usar máscara dentro do supermercado. “No início teve resistência por parte de alguns clientes, mas agora todos estão conscientes”, contou.
Na porta de um supermercado, no bairro de Canudos, um funcionário oferece álcool para os clientes que estão entrando. Ele observa se as pessoas estão usando máscaras para poder entrar na loja. O movimento por lá também estava fraco durante a tarde.
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