Em meio à pandemia do covid-19 no Pará, uma moradora de Belém sofre com os efeitos do colapso do sistema do sistema pública de saúde: após sofrer um corte no pé direito com cacos de uma lâmpada, no início de março, ela tenta desesperadamente conseguir atendimento médico para não perder o pé, que inflama cada vez mais.
De acordo com Jacqueline Santos, de 30 anos, moradora do bairro do Telégrafo, em Belém, ela sofreu um acidente com um lâmpada no dia 7 de março. No mesmo dia, foi buscar atendimento na UPA da Sacramenta, mas foi apenas medicada com anti-inflamatórios e analgésicos. Cerca de horas após o acidente, o pé dela começou a inchar.
Quase dois meses após o acidente, Jacqueline não consegue mais pisar com o pé direito, que, há cerca de seis dias, começou até a sangrar. Ela tenta desesperadamente conseguir um leito, mas todos estão lotados por pacientes do novo coronavírus.
“Nem um hospital está aceitando. Estou com medo de perder o pé. Antes, saia um líquido das feridas. Agora, está sangrando”, relata Jacqueline.
Os familiares da mulher também estão fazendo coletas para comprar curativos. “Eles [curativos] ficam banhados de sangue. Tenho que refazê-los o tempo todo”, desabafa a paraense.
O DOL tenta contado com a Secretaria Municipal de Belém para ouvir posicionamento sobre o caso.
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