Uma matéria publicada pela CNN, na última quinta-feira (28), afirma que a Grande Belém concentra cinco vezes mais mortes de policiais pela Covid-19 do que em São Paulo - estado considerado o epicentro da doença no Brasil. Os dados teriam sido obtidos em um documento interno da Corporação e contabiliza 1.007 militares afastados preventivamente, 97 diagnosticados e 705 sob suspeita.
Até o início da noite desta quarta-feira (29), o Pará alcançou 156 mortes pela doença e totaliza 2,586 casos confirmados. Ainda que os números de recuperados acompanhem sutilmente o crescimento dos dois primeiros, uma contagem em particular chama atenção: a mortalidade entre os agentes de segurança representa cerca de 9% do total no estado. Os números foram levantados nas redes sociais da própria Polícia Militar desde o dia 11 de abril, alternando entre os que pereceram pela Covid-19 ou devido a uma crise respiratória aguda grave (SARS).
“Aguardamos a emissão de laudo da Secretaria de Saúde Pública (Sespa) para confirmação do número de policiais militares falecidos e infectados pela Covid-19”, respondeu a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) por meio de nota ao ser questionada sobre a taxa de mortalidade dos policiais.
LEIA TAMBÉM:
PM confirma mais duas mortes de policiais por complicações da covid-19 no Pará
Policial morre em frente a hospital da Prefeitura de Belém após apresentar sintomas de Covid-19
Sargento da PM morre com “síndrome respiratória grave” no hospital Abelardo Santos
E diante de um cenário em que Unidades de Pronto Atendimento (UPA), unidades básicas de saúde ou mesmo hospitais particulares seguem com leitos sobrecarregados e sem pessoal para atender seus pacientes, há também a preocupação em como os agentes de segurança estão sendo ou serão amparados em meio a pandemia, uma vez que, somente na Região Metropolitana de Belém (RMB), são seis mil PMs ativos nas ruas.
O questionamento foi feito pela Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ACSPMBMPA) na reportagem da CNN. A Associação exige ainda a abertura do Hospital da Polícia Militar para atendimento e fornecimento de medicação e estrutura aos militares. Em resposta, a Segup informou que “foram disponibilizados mais de três mil testes rápidos, 1200 medicamentos (Hidroxicloroquina 400mg e Azitromicina 500mg) e distribuídas 15 mil vacinas para Influenza”. Os testes rápidos evitam os “falsos negativos” e podem ser usados entre o 7º e o 10º dia de sintomas, desde que o agente procure o posto de saúde da instituição.
“Estão sendo realizados atendimentos no Centro de Formação da Polícia Militar, tanto na aplicação dos testes rápidos como de vacinas e protocolos de atendimentos básicos para encaminhamentos a hospitais. A Unidade de Saúde Ambulatorial da PM também atua no primeiro atendimento e distribuição de remédios”, explicou.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar