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DESESPERO

Desempregados vivem drama e não conseguem sacar benefício

Para milhares de pessoas, o Dia do Trabalhador terá um gosto amargo, marcado pelo desespero e pela falta de esperança. Isso porque a taxa de desemprego no país subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de pessoas, influe

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Imagem ilustrativa da notícia Desempregados vivem drama e não conseguem sacar benefício camera O pedreiro Fábio Nascimento não tem a carteira assinada desde 2014 | Irene Almeida

Para milhares de pessoas, o Dia do Trabalhador terá um gosto amargo, marcado pelo desespero e pela falta de esperança. Isso porque a taxa de desemprego no país subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de pessoas, influenciada pelo crescimento na procura por uma vaga e pelo corte de postos de trabalho nos setores de construção, administração pública e serviços domésticos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contexto nada favorável acabou piorando por conta da pandemia causada pelo coronavírus. Com isso, muitos têm procurado socorro nas filas da Caixa Econômico Federal, em busca do Auxílio Emergencial de R$ 600 para tentar sobreviver.

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É o caso do pedreiro Fábio Augusto do Nascimento. A última assinatura em sua carteira de trabalho foi em 2014, quando estava contratado por uma empresa de construção civil e atuava nas obras de um shopping na capital. “Antes estava conseguindo trabalhar por empreitadas ou fazendo bicos, sem assinatura na carteira, mas depois dessa pandemia não apareceu mais nada”, diz ele, que pela terceira vez enfrentava as filas.

A costureira Celeste Santos estava em sua quarta tentativa de receber o Auxílio Emergencial na Caixa. Ela contou que em toda vida só conseguiu trabalhar com carteira assinada por três anos. Mas após ser demitida em 2017, nunca mais conseguiu uma nova contratação e passou a trabalhar em casa costurando. “Nessa pandemia, as minhas clientes sumiram, ninguém mais me procurou e estou começando a passar necessidade com meus filhos e netos”.

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A expectativa de criação de postos de trabalho para 2020, baseada na evolução do Emprego Formal dos últimos dois anos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) era positiva.

PROJEÇÕES - MERCADO REGIONAL

2018 e 2019 - Segundo o Dieese/PA, todas as indicações apontavam que o Estado teria um crescimento do emprego formal maior do que o registrado nos últimos dois anos.

6 mil - Foi o número de postos de trabalho que o Pará perdeu somente ano passado. A previsão apontava para um número de contratações superior este ano em todos os grandes setores da economia, especialmente aqueles mais propensos à contração, como o comércio, serviços, construção civil e a indústria.

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