Mesmo com o decreto municipal que determina o fechamento de todos os estabelecimentos não essenciais na capital, anunciado no início desta semana, em alguns bairros da cidade a ordem não tem sido obedecida. Segundo a Prefeitura, a fiscalização para o cumprimento do decreto cabe à Guarda Municipal de Belém.
Essa é a situação verificada, por exemplo, no Guamá, um dos bairros mais populosos da capital. Ao longo da rua Barão de Igarapé-Miri, diversas pequenas lojas de confecção, sapatarias, artigos para casa, entre outros, permanecem de portas abertas. Em uma delas, ao ser questionado pela reportagem do DIÁRIO se tinha conhecimento do decreto, o proprietário ficou calado, entrou e não voltou.
Quem andava pela área também parecia não se importar muito com o decreto. Ao sair de uma loja de roupas, uma mulher que se identificou apenas com Daysiane foi perguntada se sabia que o estabelecimento não poderia estar aberto e se limitou a dizer “não sei de nada disso, mas se estou aqui é porque está aberta”.
Na Pedreira, aos poucos, grande parte dos estabelecimentos não essenciais procura manter as portas fechadas, mas alguns continuam usando a tática de manter apenas meia porta aberta para disfarçar o funcionamento. Questionados se estão em funcionamento, todos negam, afirmam apenas que estão limpando o local ou conferindo os estoques.
Pela rua Antônio Barreto, no bairro de Fátima, algumas lojas especializadas em películas para automóveis continuam abertas, sob a alegação de que prestam outros serviços automotivos.
LIBERADOS
Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará (Fecomércio-PA) reforça que o decreto também considera serviços essenciais à população, e por isso têm permissão para funcionar, as lojas de materiais de construção, autopeças, equipamentos, peças e acessórios para refrigeração, oficinas, borracharias, entre outros.
O decreto municipal considera como essenciais, entre outros, os serviço de: assistência à saúde, incluídos médicos e hospitalares; farmácias, drogarias e lavanderias; médico-periciais; jurídicos e de contabilidade; assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade; segurança privada; defesa civil, transportadoras; telecomunicações, internet e de processamentos de dados e relacionados à tecnologia da informação; venda pela internet e telefone, inclusive call center; distribuidoras de energia elétrica, água, gás, saneamento básico, limpeza urbana e coleta de lixo.
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