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Especialistas orientam como empreender em meio à crise

Criatividade e iniciativa. Essas são duas das principais características que precisam ser usadas por quem pretende empreender em meio a pandemia da covid-19. Com o fechamento de diversos estabelecimentos neste período, buscar estratégias de atendimento ao

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Imagem ilustrativa da notícia Especialistas orientam como empreender em meio à crise camera A pessoa que deseja entrar no atendimento por meio digital precisa analisar o que pretende oferecer aos consumidores | Divulgação

Criatividade e iniciativa. Essas são duas das principais características que precisam ser usadas por quem pretende empreender em meio a pandemia da covid-19. Com o fechamento de diversos estabelecimentos neste período, buscar estratégias de atendimento ao cliente de forma personalizada e on-line, nas diversas plataformas e redes sociais existentes, pode ser uma maneira de garantir sustento em meio ao fechamento de lojas físicas, além de uma oportunidade de fidelizar o cliente quando a pandemia passar.

Apesar do atendimento on-line ser importante e urgente, especialistas afirmam que é preciso uma estratégia e certa estrutura na transição para o meio digital, capaz de atender clientes sem deixar lacunas que causem a insatisfação e, consequentemente, o afastamento de interessados, encerrando os negócios de forma precoce.

Analista da área de relacionamento empresarial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará, Péricles Carvalho esclarece que o empreendedor precisa decidir primeiramente o principal canal de atendimento, seja WhatsApp ou outra rede social como Facebook e Instagram, sendo capaz de gerenciar esta plataforma de atendimento. Ou plataformas, caso sejam escolhidas mais de uma, sem deixar o cliente esperando. Ele recomenda que, se possível, o ideal é o atendimento por meio de mais de uma plataforma digital.

“O ideal é usar o maior número de canais possíveis de gerenciar. Um cliente pode preferir olhar produtos no Instagram, outro no Facebook e até mesmo o canal direto no WhatsApp. Apesar disso, é preciso estar ciente de que, quanto mais canais tiver, mais difícil é de gerenciá-los”, alerta, e completa: “Se o empreendedor não der conta de responder (as demandas) o cliente vai passar a se desinteressar pelo produto”.

RENDA

Além dos empreendedores que precisam mudar a forma de atendimento, existem aqueles também que estão sem renda, seja por demissão ou redução do salário devido a pandemia, que também tentam novas formas de se manter ativo em busca de renda para o sustento familiar.

Péricles aponta que, antes de tudo, a pessoa que deseja entrar no atendimento por meio digital precisa analisar o que pretende oferecer e ver o que a concorrência tem feito, usando a criatividade para oferecer algo novo, que seja capaz de fidelizar clientes.

“Eu vou oferecer, por exemplo, curso on-line de costura. Antes de oferecer, preciso entender as plataformas para oferecer esta atividade e a concorrência dela. Preciso oferecer algo diferente que consiga monetizar e ter clientes. Se você oferecer determinado serviço, precisa entender a concorrência e ter um diferencial em cima dela”, detalha.

O consultor também afirma que o Sebrae possui consultorias on-line e especialistas à disposição para esclarecer dúvidas e dar orientações para melhorar o negócio, além de sugerir estratégias, ações, e dicas para sanar os problemas e melhorar os resultados do empreendimento.

Serviço

- Usar a criatividade e focar no produto que pretende anunciar

- Buscar informações sobre as melhores formas de expor os produtos de forma on-line (cursos online ou orientação do Sebrae)

- Analisar o cenário de vendas do produto de interesse e seus concorrentes

- Escolher a melhor plataforma de atendimento ao cliente (pode ser mais de uma e podem trabalhar juntas), desde que seja capaz de gerenciá-la e sem causar insatisfação

- Estar disposto a novas experiências na hora de empreender e ter senso de oportunidade (nem sempre o que se gosta será o ideal para venda neste momento de pandemia)

- Criar uma rotina de trabalho dentro de casa, criando horários e metas que não atrapalhem nos afazeres domésticos

- Seguir a mesma linha de atendimento em as plataformas

- Ter cuidado com o que oferece. Não oferecer mais do que tem capacidade de produzir

- Não é hora de pensar em lucrar, mas sim pensar em manter o negócio sustentável conquistar novos clientes sem deixar de ser esquecido pelos antigos clientes já fidelizados

- Endereço eletrônico para orientações on-line com consultores e analistas (Sebrae):

www.sebrae.com.br

Investimento em planejamento e qualificação

Para empreender de forma bem-sucedida, uma alternativa é buscar cursos on-line de baixo custo e até mesmo gratuitos existentes na internet para saber como funciona esta modalidade e que estimule a economia criativa.

A dica é dada pela produtora cultural e atual diretora de economia criativa da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Lorena Saavedra, que aponta ainda o novo jeito de empreender como uma forma de ocupar a mente, cuidando também da saúde mental.

“Estamos em um momento onde a gente não sabe muito bem o dia de amanhã e o empreender vem ocupando e dando saúde mental a muitas pessoas. Não só de empreender, mas sobre buscar conhecimento de como empreender”, diz.

Estar com a mente aberta, disposta a novas experiências na hora de montar um negócio pode fazer surgir ideias inovadoras, mesmo em isolamento social. Lorena afirma que o ideal é não ficar parado, ainda que dentro de casa.

COLABORAÇÃO

“Precisamos nos cobrar de como atuar neste momento e colaborar, isso é um empreendimento criativo. São infinitas oportunidades de abrir a cabeça, é o momento de expandir a mente e encontrar aquilo que nos toca. E a economia criativa ressignifica o sistema de trabalho. É ganhar dinheiro e sobreviver, mas não é apenas isso”, observa.

Lorena também destaca que a criação de uma rotina de trabalho, mesmo em casa, facilita na hora de empreender, sem deixá-lo em segundo plano em meio as tarefas domésticas e outras demandas que não param de surgir.

“Seja no escritório ou em casa, cuidando e arrumando crianças, sempre precisamos de planejamento. É diferente do planejamento normal de uma empresa, enraizado na imposição, a cobrança não é feita de maneira ‘roots’. Acreditamos no comprometimento de pessoas na entrega dos resultados. É uma teoria muito forte na nossa realidade de vida”, finaliza.

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