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Aglomeração dentro de casa também oferece riscos; perfil expõe os "festeiros" de Belém

Apesar das recomendações de que as pessoas mantenham o distanciamento social como medida de prevenção da covid-19, essa orientação muitas vezes não é seguida nem nas ruas e nem dentro de casa. A situação mais comentada nas redes sociais ultimamente envolv

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Imagem ilustrativa da notícia Aglomeração dentro de casa também oferece riscos; perfil expõe os "festeiros" de Belém camera Em abril, no isolamento social, pessoas foram detidas por estarem aglomerados em um motel fazendo festa. | Reprodução

Apesar das recomendações de que as pessoas mantenham o distanciamento social como medida de prevenção da covid-19, essa orientação muitas vezes não é seguida nem nas ruas e nem dentro de casa. A situação mais comentada nas redes sociais ultimamente envolve a influenciadora digital Gabriela Pugliesi, que reuniu amigos para uma festinha em casa em pleno período em que deveria praticar o distanciamento.

Infectologista e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Marília Brasil Xavier é enfática ao dizer que apenas o isolamento social é capaz de diminuir a curva de infectados no Pará. “A covid-19 é uma doença nova e emergente”, diz.

Com a moda de lives de artistas em redes sociais, muitos shows têm batido recorde de visualizações. A iniciativa surgiu como uma alternativa para as festas e shows cancelados em todo o Brasil, com cada fã ficando em sua casa. O problema é que há relatos de pessoas que têm se reunido para acompanhar essas lives, em meio a uma pandemia.

A médica infectologista diz ainda que mesmo permanecendo em casa, mas fazendo reuniões como esta, o risco de contágio do novo coronavírus é alto. “A população tem que se conscientizar de que todo mundo tem que fazer isolamento social. Nada de festa, boteco ou almoço de família. Tem que ficar em casa, isolado, só o núcleo familiar. Se são cinco pessoas na mesma casa, apenas elas devem fica juntas”.

Ela aponta a falta de isolamento social como um dos fatores para que aumentasse o número de infectados, tornando Belém o epicentro da doença no Estado, sem uma estrutura adequada na área da saúde que seja capaz de absorver todos os infectados. “O paraense não obedeceu isso (isolamento social) e temos uma velocidade maior (de infectados) do que diversos lugares do Brasil”, afirma. “O Pará está numa curva inesperada, subindo muito e não temos como suportar. Com muitas pessoas adoecendo ao mesmo tempo não teremos atendimento nos ambulatórios, emergências, hospitais, não temos UTI e respiradores suficientes”, alerta.

CUIDADOS

O pensamento de que a covid-19 afeta apenas as pessoas mais velhas ou com doenças crônicas não deve embasar a saída de casa. Marília afirma que o cenário de infectados e mortos no Estado afeta muitos jovens e adultos. “Você não sabe quem vai morrer. As pessoas pensam que apenas velhos ou hipertensos morrem e o perfil dos infectados no Estado tem mostrado que não é bem assim. Por isso todos devem evitar estas reuniões”, diz.

A médica destacou que mesmo com o isolamento social alguns membros da família podem precisar sair para comprar alimentos e outros produtos. Ela disse que, com o avanço da doença no Estado, a máscara torna-se um item cada vez mais essencial para a proteção de quem sai de casa e de seus familiares.

“Não tem como ir até a esquina sem máscara. Mascara não é para ficar em baixo do pescoço, é para cobrir o nariz. Além disso, nada de correr até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) apenas com um simples resfriado e correr o risco de pegar a covid-19 no ambiente hospitalar. Tente se informar nos canais oficiais do governo, seja municipal, estadual ou federal, além dos planos de saúde sobre os sintomas da doença e quando procurar orientação médica. Cada um tem que cumprir o decreto de isolamento social, fazer a sua parte”.

EXPOR QUEM QUEBRA A QUARENTENA

Um perfil no Instagram expõe sem medo quem está quebrando o isolamento social. Com quase 20 mil seguidores, o ig não mostra apenas quem faz festinha, mas também quem realiza treinos físicos e viagens no período proibido e com muitas pessoas aglomeradas.

No início da quarentena era possível, aos usuários que rolavam os seus feeds, encontrar muitas pessoas se fazendo suas festinhas com a presença se muitos amigos, porém, a prática não mudou.

Mesmo com o número crescente de infectados muitas pessoas ainda acham que podem se reunir com amigos para curtir a vida. Outras então mesmo após receberem alta após infecção voltam a ter contato com pessoas externas, que não fazem parte do seu convívio em casa. Tudo pode ser visto no perfil @vacilocovidbelem.

Desde blogueiras/influencers até os anônimos, o ig não poupa os que estão aproveitando o período de quarentena como se fossem férias. Vale lembrar, que mesmo contaminada a pessoa pode não apresentar sintomas e transmitir a doença.

Veja quem anda vacilando por aí:

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Sem palavras. . . Reprodução: Instagram @segueoleo_

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