Boca, nariz e olhos são partes do corpo humano que servem de porta de entrada para a transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Mesmo que o indivíduo contaminado não apresente sintomas da covid-19, ele pode transmitir a doença para outras pessoas pelo simples ato de falar sem proteger a boca com uma máscara, por exemplo.
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- Ele pode contaminar objetos, maçanetas de portas e superfícies com gotículas salivares. Por esse motivo, é de extrema importância que todas as pessoas utilizem a máscara no dia a dia para proteger a si e outras pessoas, sobretudo em locais públicos, o que vai servir como barreira para evitar a propagação do vírus.
A infectologista Deborah Crespo ressalta ser imprescindível que o uso da máscara seja feito de maneira adequada e correta. Do contrário, o acessório não será eficaz. E cada pessoa precisa ter, no mínimo, duas unidades para ter a possibilidade de fazer a troca do utensílio de proteção sempre que for necessário. Imagine que você está no seu ambiente de trabalho e precisa retirar o item por alguns minutos para fazer uma alimentação ou mesmo beber água.
MÁSCARA
Uma atitude absolutamente incorreta é repousar a máscara em cima de superfícies. Feito isso, o acessório já poderá estar contaminado. O mesmo ocorre quando o indivíduo abaixa a máscara, apoiando-a em seu queixo. A orientação da médica é primeiramente higienizar as mãos com água e sabão. Essa lavagem deve ser feita por, pelo menos, 20 segundos.
Com as mãos limpas, retire a máscara segurando-a pela alça e guarde-a em um saco plástico. Dessa forma, terá a possibilidade de recolocar em seguida. Contudo, o mais correto é ter uma segunda máscara para fazer a troca.
Além disso, a infectologista alerta que é totalmente errôneo tocar na máscara, principalmente na região central do rosto, onde estão as mucosas da boca, olhos e nariz. O ideal é que a pessoa já saia de sua casa com a máscara ajustada em seu rosto, de forma que não precise mexer enquanto utiliza.
“A máscara caseira não é um EPI (Equipamento de Proteção Individual), como são as máscaras cirúrgicas e a N95 utilizadas pelos profissionais de saúde. A máscara caseira funciona como uma barreira para a contenção de transmissão e propagação do vírus. Para que ao falar a pessoa não contamine o celular, a bancada na frente e uma outra pessoa. E para as gotículas salivares não caírem naquele ambiente, seja de superfície ou no ar”, pontuou a especialista.
PREVENÇÃO
Por serem portas de entrada para o vírus, a pessoa não deve tocar em seu rosto, boca, nariz e olhos, ou coçar, sobretudo se estiver com as mãos sujas. Ao levar a mão no rosto, a pessoa pode estar se contaminando ou pode levar a contaminação para tudo aquilo que tocar depois. É o que explica Deborah Crespo. “A contaminação é por vias respiratórias. Respirando o ar com gotículas de vírus flutuando ou levando a mão contaminada com vírus ao nosso organismo, pelo contato com as mucosas. Ou o vírus está em gotículas salivares no ar ou está em superfície que toco”, reforça a infectologista, acrescentando que, por isso, o recomendado é manter distância de uma pessoa para outra de até dois metros.
Para pessoas que sofrem de alergias, a exemplo da rinite, que muitas vezes sentem coçar o nariz e os olhos, a medida mais segura é sempre ter na bolsa/mochila um pacote de lenço descartável. A dica serve até mesmo para quem não tem alergia e muitas vezes acaba tocando no rosto quando sente alguma parte coçar. “Lave bem as mãos com água e sabão. Se não tiver como lavar as mãos no momento, higienize com o álcool em gel, abra um pouco a máscara e ‘coce’ o local. Tenha sempre uma caixinha de lenço descartável, principalmente se sofre de rinite”, ponderou.

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