plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
ECONOMIA

Máscaras têm sido a 'salvação' para a renda de ambulantes

Entre as mudanças provocadas pela pandemia da Covid-19, a necessidade de adaptação de comerciantes e autônomos está entre as mais evidentes. Importantes aliadas na diminuição do risco de contágio pelo novo coronavírus, as máscaras de tecido acabaram se to

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Máscaras têm sido a 'salvação' para a renda de ambulantes camera Acessório é fundamental para conter a proliferação do novo coronavírus | Irene Almeida/Diário do Pará

Entre as mudanças provocadas pela pandemia da Covid-19, a necessidade de adaptação de comerciantes e autônomos está entre as mais evidentes. Importantes aliadas na diminuição do risco de contágio pelo novo coronavírus, as máscaras de tecido acabaram se tornando a salvação para a renda de alguns trabalhadores, sobretudo os informais.

Em diferentes cores e estampas, as máscaras produzidas pela autônoma Lucinete da Costa, 45 anos, tem garantido o sustento da família no período em que as vendas sofreram uma queda significativa com a redução do número de pessoas circulando pelas ruas. Originalmente, Lucinete trabalhava com a confecção e venda de roupas íntimas.

USO

Diante da defesa da importância do uso da máscara por autoridades médicas, porém, ela viu no novo produto a chance de manter o sustento. “As minhas vendas de roupas íntimas caíram muito desde que começou a pandemia. Como não estava mais tendo saída, eu tive a ideia de costurar as máscaras de tecido”, conta, diante do engradado onde as máscaras, embaladas separadamente, são expostas. “Eu comecei a fazer as máscaras há duas semanas e tenho vendido bem”.

Para que as peças estejam prontas pela manhã, Lucinete molda, corta e costura as máscaras durante a tarde. A venda é realizada de forma volante ao longo da avenida Pedro Miranda, no bairro da Pedreira, em Belém. A rotina se repete diariamente. “As pessoas procuram mais as com estampas, então são as que eu tenho feito”.

Em outro ponto da avenida Pedro Miranda, as novas peças obrigatórias do vestuário eram vendidas a preços a partir de R$ 5. Mais uma vez, a variedade de estampas e desenhos era o que mais atraía os clientes. Máscaras com mensagens de paz, estampas de caveiras mexicanas, figuras de super-heróis e, claro, escudos de times de futebol eram oferecidas. “Eu já trabalhava com confecção, mas agora o que está ajudando são as máscaras de tecido. A gente que tem filho para sustentar tem que se virar”, considerava a autônoma

Françoise Araújo, 53 anos.

Da mesma forma, são as máscaras que têm ajudado a equilibrar a renda da autônoma Diná Lopes, 50 anos. “Como as pessoas estão procurando bastante, está dando para segurar a renda”, conta. “Eu acho que daqui em diante as máscaras vão passar a fazer parte da vida de todo mundo. Não sei se tem mais volta”.

PROTEÇÃO

Ciente da necessidade de se proteger contra o coronavírus, o autônomo Waldo Castro, 68 anos, também não abre mão do estilo. Já com uma máscara estampada no rosto, ele procurava por uma nova com a estampa do time do coração. “Eu quero uma do Remo agora. A gente vê que tem muito modelo bonito, diferente”, disse. “A gente sabe que tem que se prevenir, mas se for com estilo, melhor, né?”.

A máxima também é defendida por Sophia Dias, 50 anos, e Luciana Sousa, 23 anos. Mãe e filha também viram na confecção das máscaras de tecido uma oportunidade de garantir a renda neste momento difícil. Além de produzir as peças, elas mesmas realizam a venda na feira de Icoaraci. Para que a necessidade do uso da máscara seja mais atrativa para os clientes, elas não apenas fazem uso dos tecidos com estampas, como também combinam os temas das máscaras com as roupas e com as luvas.

Já no tradicional Mercado de São Brás, o autônomo Alcir Sá, 65 anos, tem nas recomendações médicas o principal argumento para atrair os clientes a comprarem as máscaras que passou a vender. “O Dr. Drauzio Varella (médico) está falando que a máscara salva. É a única coisa que está dando certa proteção pra gente agora”.

Marabá: uso de máscara será obrigatório a partir desta segunda

A partir desta segunda-feira (4), o cidadão que for flagrado circulando pelo município de Marabá, no sudeste paraense, sem máscara será punido. A prefeitura do município publicou, na tarde de quinta-feira (30), os decretos de números 40 e 41, que foram divulgados na edição de sexta-feira (1º) no DiárioOficial do Município.

O decreto 41, em seu artigo 1º, diz que as máscaras de proteção facial devem ser utilizadas sempre que a pessoa sair de casa. Elas têm de conter duas camadas de tecido e estar devidamente fixadas e ajustadas ao rosto do usuário, encobrindo totalmente boca e nariz.

O uso do item já havia se tornado obrigatório para quem utiliza transporte coletivo ou particular no município, como forma de proteção contra o coronavírus.

Caso o uso da máscara não seja cumprido a partir desta segunda-feira nas ruas de Marabá, haverá aplicação de multa, que pode ser de forma gradativa a cada infração. Para pessoas físicas a multa vai de 1 UFM a 5 UFM’s (Unidade Fiscal do Município), atualmente no valor de R$18,48, a depender das eventuais reincidências. Para as pessoas jurídicas a multa é de 10 UFM’s por pessoa sem máscara, sem prejuízo da interdição do estabelecimento.

PUNIÇÃO

O decreto 41 alerta que as sanções, “a serem aplicadas em caso do infrator deixar de executar, dificultar ou opor-se à execução de medidas sanitárias, estão previstas detenção, de um mês a um ano e multa”. A pena é aumentada de um terço se o agente for funcionário da saúde pública ou exercer a profissão de médico, farmacêutico,dentista ou enfermeiro.

O secretário municipal de Segurança Institucional de Marabá, Jair Guimarães, ressaltou a importância de se seguir as orientações e de os profissionais recomendarem os cuidados nos transportes coletivos de Marabá. Ele pede que a empresa de transporte coletivo faça com que os motoristas usem as máscaras e que orientem que os passageiros só podem adentrar nos ônibus com a proteção. “Também tem que fazer a assepsia nos táxis, nos ônibus, na lotação, nas motos a cada viagem com álcool, queé importante”, disse.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!