Mais do que entreter, a cultura também pode ser fonte para a educação e para a conscientização. Foi partindo desse princípio que uma família moradora do bairro da Terra Firme, em Belém, resolveu aliar a arte e a cultura popular à necessidade de maior conscientização da população quanto as medidas de prevenção ao novo coronavírus. Na presença do Boi Bumbá Curumim, máscaras de proteção foram distribuídas gratuitamente na manhã de ontem (14).
- Pará tem 42 novos casos e 10 mortes por covid-19 em 7 dias
- Mais de 70 são detidos durante festa clandestina no Jurunas
O varal montado na porta da casa da professora Delmany Gomes, 38 anos, era apenas uma parte da ação solidária que tinha como objetivo principal a conscientização. Além de distribuir as máscaras e oferecer álcool em gel para a higienização das mãos, os voluntários não deixavam de explicar a importância do uso da proteção e conversar sobre as principais formas de se prevenircontra o novo coronavírus.
“Com o fim do lockdown nós percebemos que as pessoas relaxaram um pouco. Víamos pessoas sem máscara na padaria, nas ruas, então resolvemos fazer a ação solidária”, conta Delmany, que também está à frente do projeto Boi Bumbá Curumim.
Voltado para a promoção da transformação sociocultural, o projeto precisou suspender as atividades presenciais desde o início da pandemia em Belém. Durante todo o período da quarentena, o contato entre os integrantes do Boi Bumbá se deu apenas pelo grupo criado em aplicativos de mensagens, onde eram compartilhadas mensagens de apoio e oraçõespara as famílias enfermas.
AÇÃO
No momento em que algumas atividades comerciais foram reabertas, o grupo percebeu a necessidade de uma ação voltada para a conscientização de toda a comunidade do bairro. “Além da dança e do teatro, utilizamos o folguedo boi bumbá para abordar temas de interesse da nossa comunidade e o momento é o de se falar sobre o coronavírus”, destaca a professora Delmany. “Sabemos que o lockdown acabou, mas a pandemia não. O vírus continua circulando, então precisamos proteger a nossa saúde”.
Com música e de uma forma animada, os integrantes do projeto chamavam as pessoas que passavam pela rua 2 de Junho para uma conversa. Dali, os pedestres saíam não apenas com a máscara, mas também com um panfleto que reforçava a necessidade de higienização das mãos, de se evitar aglomerações, de se evitar levar as mãos ao nariz, olhos e boca.
O marceneiro José Carvalho, 74 anos, foi um dos que, ao passar pela rua, foi orientado quanto aos cuidados. “Foi ótimo. Eu tenho duas máscaras em casa, mas estavam guardadas. Agora é sair de máscara sempre”. Da mesma forma, o estudante Erik Jonathan, 19 anos, contou que pretende passar a usar a proteção sempre que sair de casa.“É uma ação muito boa”.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar