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Lojistas veem melhora gradual nas vendas 

Passados 40 dias da retomada dos serviços, um shopping center situado na travessa Padre Eutíquio, em Belém, começa a perceber uma melhora gradual na movimentação e vendas. Aos poucos, clientes e lojistas se adaptam a esse formato de funcionamento, com a a

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Imagem ilustrativa da notícia Lojistas veem melhora gradual nas vendas  camera De olho no faturamento, clientela e lojistas se adéquam às novas normas de funcionamento para aumentar a proteção contra a Covid-19. | Wagner Almeida/Diário do Pará

Passados 40 dias da retomada dos serviços, um shopping center situado na travessa Padre Eutíquio, em Belém, começa a perceber uma melhora gradual na movimentação e vendas. Aos poucos, clientes e lojistas se adaptam a esse formato de funcionamento, com a adoção de protocolos de segurança devido à pandemia do novo coronavírus, como a redução da capacidade de público nos espaços, incluindo o estacionamento e a praça de alimentação, que agora está com apenas 40% das mesas. Há ainda demarcações em elevadores e outras áreas para dar cumprimento ao distanciamento social, além da disponibilização de álcool em gel.

Na entrada, fitas zebradas delimitam o acesso ao shopping. Cada cliente passa pela medição de temperatura antes de entrar. Outra cena comum são as filas onde as pessoas aguardam em lugares marcados, no hall central, para receber atendimento nas lojas, mantendo a distância umas das outras. Nos bancos, manequins ocupam espaços para que as pessoas não sentem próximas.

Analista de Marketing do shopping Pátio Belém, Márcio Almeida disse que após o “boom” inicial, quando o local foi reaberto e os clientes chegaram a formar filas para entrar nos shoppings, nas semanas seguintes de junho houve uma queda no movimento, que, segundo ele, só melhorou a partir de 1º de julho, em decorrência do retorno de funcionamento da praça de alimentação.

“Nas primeiras semanas as pessoas estavam com muito receio. Só foi melhorar nesses primeiros 15 dias de julho, depois que a praça de alimentação foi aberta. Mesmo assim, estamos com horário reduzido, perdendo quatro horas de movimento. Em comparação com o ano anterior, a queda no movimento é de mais de 50%. Nesses 15 dias, uma média de 20 mil passam pelo shopping diariamente e domingo tem uma queda normal”, explicou Márcio.

Ainda comparando com a movimentação do mesmo período do ano passado, o analista diz que até o 15º dia de julho de 2019, o shopping já havia registrado a circulação de 631 mil pessoas. Este ano, até ontem, 242 mil pessoas passaram pelo empreendimento, o que representa uma queda de mais de 50%.

Márcio Almeida lembra que quanto maior o fluxo de pessoas, maior o número de vendas. Então, o dado também demonstra queda nas vendas. A divulgação das tradicionais campanhas promocionais não pode ser feita, como medida para evitar aglomeração.

“Estamos sendo fiscalizados. A gente pede que o cliente só retire a máscara para se alimentar, mas ao sair da praça tem de colocar. A gente só vai conseguir ter uma melhora real quando o shopping puder voltar a funcionar normalmente, com promoções, eventos, parque das crianças e cinemas. E as pessoas poderem sair de suas casas com segurança”, pontuou o analista, acrescentando que até as centrais de ar estão passando pela troca de filtros e limpezas constantes.

Proprietária de uma loja de confecções no shopping, Emanuelle Borges disse que a mudança que mais chamou a atenção da clientela foi o fechamento dos provadores. Dentro do estabelecimento é disponibilizado álcool em gel e o número de clientes é limitado, sendo necessário aguardar fora até que libere espaço para que mais clientes possam entrar.

“Pra gente que trabalha com roupa privar de experimentar foi a principal mudança. No início, as clientes insistiam. Algumas entendiam, outras ficavam bem chateadas e não levavam as peças. Estamos surpresos com a mudança de fluxo do mês passado pra esse mês, que foi gigante. Julho é o segundo natal pra gente e graças a Deus está sendo positivo”, disse a empreendedora que agora reforçou a divulgação das peças pelas redes sociais.

A servidora pública Luciana Campos 36, visitou o shopping pela primeira vez após o período de isolamento. Embora esteja retomando a rotina, ela diz que o receio e cuidados para não se contaminar com o vírus continuam.

“Estamos tendo receio de tocar nas coisas. Mas é inevitável, você acaba pegando em alguma coisa e precisa estar sempre higienizando as mãos. O vírus é invisível. Em casa minha filha e meu marido adoeceram e tiveram comprometimento de pulmão. Foi um período muito difícil. A gente continua prevenindo, porque não há nada comprovado sobre adquirir imunidade. Nosso papel é continuar tendo medidas de prevenção”, afirmou.

GALERIA

A movimentação observada dentro do shopping center não se repete em uma galeria, onde são comercializados confecções, bolsas, sapatos, eletrônicos, entre outros, também situada na Padre Eutíquio. Com pouca circulação de clientes na tarde de ontem, lojistas comentavam a respeito do movimento fraco.

Proprietário de uma loja de eletrônicos, Raimundo Nonato, 32, estava em fase de abertura da loja quando a pandemia chegou e ele teve de fechar o estabelecimento. Após a reabertura do comércio, o empreendedor segue montando a loja aos poucos e está otimista para o futuro.

“Muitos amigos foram embora daqui. Trabalho com eletrônicos, informática e ainda estou terminando de montar a loja. Vão chegar os celulares. Foi muito ruim. Mas graças a Deus eu tenho fé e não parei. Ia vendendo para os amigos, fui me mantendo assim. Até final do ano vou estar com a loja pronta e vai melhorar. As vendas estão muito baixas ainda. Poucas pessoas não respeitam as medidas. Algumas abaixam a máscara e a gente pede pra levantar. Oferece o álcool em gel e assim vamos”, explicou.

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