A economia do Pará está retomando o crescimento. É o que demonstram as informações sobre emissão de notas fiscais eletrônicas no Pará, consolidadas pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Um bom exemplo são as Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) de entrada de mercadorias no Estado, emitidas por outras unidades da Federação e destinadas ao Pará.
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Em junho foram emitidas 1.298.604 NFe, 40% a mais do que no mesmo período de junho/2019 e 12% a mais do que as 1.155.672 emitidas em maio/2020. Em valores, as NFCe emitidas em junho/2020 tiveram um crescimento de 14%, na comparação com junho/2019. Nos primeiros 14 dias de julho foram emitidas 633.219 NFe, crescimento de 39,38% em relação ao mesmo período de 2019.
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Já as Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) de Saída, emitidas por contribuintes paraenses em operações internas ou interestaduais somaram, em junho deste ano, 3.464.688, e tiveram 19,23% de crescimento em relação ao mesmo mês de 2019. Em 14 dias de julho de 2020 foram 1.628.903 NFe emitidas, crescimento de 6,93%.
CONSUMIDOR
As Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFCe), que são emitidas nas vendas para consumidor final cresceram 10% na comparação entre 14 dias de julho/2019 e julho/2020. Em maio foram 30.223.687 NFCe; em junho, 34.490.258. “Os dados da emissão de notas fiscais eletrônicas são positivos porque mostram uma retomada na economia, um crescimento. E o mais importante, além do crescimento na emissão das notas fiscais, é o crescimento nos valores das NFCe emitidas. O crescimento em valores entre junho/2019 e junho/2020 foi de 9,5%, passando de R$ 2,728 bilhões para R$ 3,290 bilhões”, informa o secretário da Fazenda, René Sousa Júnior.
A emissão de Notas fiscais eletrônicas de exportação também mostra retomada da economia. Em maio foram emitidas 6.683; em junho 7.493, crescimento de 12%. A variação entre junho 2019 e junho 2020 mostra um crescimento de 31,43% nas emissões de notas fiscais, ou seja, as exportações aumentaram neste período. Em valores, o crescimento entre junho/2019 e junho/2020 foi de 15,11%.
“O crescimento do setor mineral é muito importante para a economia do Pará. Embora os produtos minerais exportados não recolham ICMS por conta de desoneração, há o recolhimento de impostos sobre produtos e insumos utilizados na atividade econômica. E também há o aquecimento nas atividades do entorno da mineração, com o pagamento de salários e o consumo de combustível, entre outros”, analisa o secretário René Sousa Júnior.
MAIORES ARRECADAÇÕES NO PARÁ
Os maiores segmentos da arrecadação de ICMS no Pará, no primeiro semestre, foram os combustíveis, energia elétrica e as atividades comerciais atacadistas e varejistas. O segmento de minérios, cuja participação na arrecadação própria do Pará é de 4,32% no semestre, foi o que apresentou a maior variação real no semestre em 2020, crescendo 42,5%, na comparação com os demais segmentos. De janeiro a maio deste ano a arrecadação do Pará ficou em 4º lugar nacional, na comparação de desempenho com demais Estados, ficando abaixo de MT,Roraima e MS.
No Brasil, os indicadores de atividade econômica apresentaram forte queda em abril e maio. A Indústria teve retração de 21,9%, e o volume de vendas do comércio caiu 7,20%. No Pará, a indústria teve queda de 13%. O comércio seguiu a tendência de retração observada no Brasil, registrando queda de 15,1%.
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