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VERÃO 2020

Areia e calçadas de Mosqueiro foram “disputadas”

O terceiro domingo de julho foi de muita movimentação em várias praias do distrito de Mosqueiro, localizado a 70 km da capital paraense. Mesmo com as medidas de distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, o que se registrou foi inúmer

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Imagem ilustrativa da notícia Areia e calçadas de Mosqueiro foram “disputadas” camera Muitos banhistas ignoraram regras de distanciamento e uso de máscaras nas praias do distrito. | Fernando Araújo/Diário do Pará

O terceiro domingo de julho foi de muita movimentação em várias praias do distrito de Mosqueiro, localizado a 70 km da capital paraense. Mesmo com as medidas de distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus, o que se registrou foi inúmeras pessoas que chegavam à ilha para curtir as praias.

Salinas teve mais um dia de praias lotadas neste domingo

A estudante Dávila Viana, 22 anos, saiu de Belém junto com as amigas e chegou cedo à praia do Farol. “Apesar da grande movimentação, acreditei que teriam mais pessoas por aqui, já que Mosqueiro é um local próximo e foi liberado recentemente”, afirmou a veranista que pretende voltar novamente no próximo final de semana.

Já na praia do Chapéu Virado, o movimento também era grande. Mesas, cadeiras e barracas preenchiam as areias e disputavam espaço com os banhistas. Algumas medidas de prevenção como o distanciamento físico e a ocupação de no máximo quatro pessoas por mesa, eram ignoradas pelos veranistas. Algumas delas limitavam-se em usar máscaras somente fora da faixa de areia.

Em um verão atípico por conta da pandemia, os vendedores ambulantes ainda mantêm expectativas positivas para os negócios. Trabalhando há cinco anos como ambulantes pelas praias do distrito, Beethoven Caranhas, 44, garante sua única fonte de renda através das vendas de bananas e batatas chips. “Ainda estamos vivendo com a pandemia, e mesmo com todas as dificuldades, as vendas estão boas. Acredito que no próximo final de semana o faturamento seja bem melhor”, afirma Beethoven.

Mesmo assim, outros usavam protetor solar, máscaras de proteção e álcool em gel nas bolsas. “Depois de muito tempo dentro de casa, hoje tiramos um dia para curtir com a família, mas levando em consideração todas as medidas de segurança. Estamos aqui evitando ao máximo as partes mais aglomeradas”, disse o aposentado Edivaldo Rocha.

De todos os locais percorridos pela equipe de reportagem do DIÁRIO neste domingo (19), a praia do Marahú agradou quem procurou por um espaço mais tranquilo, sem abrir mão do banho de sol e mar. Ali o público, na sua maioria, era formado por pequenos grupos de famílias. “Realmente as pessoas que buscam por um lugar mais calmo em Mosqueiro acabam vindo pra cá. E essa é uma das características do Marahú”, conta Ruanildo Neves, que administra junto com os irmãos uma das barracas à beira da praia.

Ruanildo conta também que adotou estratégias para garantir uma boa clientela neste mês. Segundo ele, uma delas foi manter o valor das refeições vendidas, mesmo com a alta no preço dos produtos que são necessários para produzi-las. “Ainda que eu não obtenha um grande lucro, a prioridade agora é garantir o pagamento das dívidas que estão em atrasos e foram aumentando durante esse tempo que tivemos que ficar parados”, concluiu o proprietário.

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