A celebração dos 125 anos de fundação do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) vai ocupar um cenário bem diferente do que se convencionou adotar ao longo do tempo: se dará no lugar em que o convidado puder estar conectado à internet durante a programação virtual organizada pela instituição e que tem início hoje, às 15h. Os dois primeiros encontros da série de lives “O essencial do Museu Goeldi” serão dedicados a este acolhedor abrigo de riquezas da Amazônia enraizado em Belém e patrimônio tombado nas esferas estadual e federal, mas que se encontra fechado para visitação em decorrência da pandemia do novo coronavírus. A programação é gratuita, será atualizada pelas redes sociais da casa e os encontros serão transmitidos pelo seu canal no Youtube.
As quatro avenidas que circundam o Parque Zoobotânico conferem a ele uma área de 5,4 hectares, demarcando um abrigo para mais de 1.700 animais de 100 espécies, mais de duas mil plantas de 500 espécies e 14 monumentos e edificações históricas dos séculos XIX e XX. Os visitantes deste quarteirão privilegiado desfrutam ainda de uma temperatura três graus mais amena.
Para se manter saudável, este patrimônio precisa de serviços ininterruptos de manutenção e vigilância, nem sempre suficientemente conhecidos da sociedade. “Achamos que seria uma ótima oportunidade para apresentarmos tanto os trabalhos quanto as pessoas responsáveis por eles. Nosso público, ao visitar presencialmente o parque, não tem a dimensão dos bastidores ou daqueles profissionais essenciais para que toda a engrenagem funcione”, explica Maria Emília Sales, coordenadora de Comunicação e Extensão do MPEG. Este será o foco do primeiro encontro.
Quem acompanhar a live desta sexta-feira verá fotos e vídeos, feitos nos três últimos dias, com registros do Parque Zoobotânico e dos cuidados de rotina com os animais e as plantas.
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PROGRAMAÇÃO
A segunda live, que acontecerá no dia 19, abordará com mais detalhes a dimensão do Parque Zoobotânico enquanto bem cultural tombado a nível federal e estadual, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – Secult/Governo do Pará, os desafios para sua conservação e preservação. O Museu Goeldi se une, desta forma, às comemorações alusivas ao 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Histórico.
Outros marcos importantes no rico acervo histórico do Parque Zoobotânico são o Aquário Jacques Huber, o Castelinho e os chalés. Alguns monumentos podem ser mais discretos, como o busto de Ferreira Penna, a efígie de Emílio Goeldi, a herma de Spix e Martius, o pedestal de Carlos Esteves e a escultura que homenageia Curt Nimuendajú. Distribuídos pelo trajeto ainda estão as silhuetas de personagens famosos e anônimos relacionados à ciência e ao Museu Goeldi. Em comum, todos têm muito a dizer a grupos de estudantes, famílias, turistas e pesquisadores. Um público que oscila entre 250 e 400 mil visitantes por ano. Eles, inclusive, ajudam a contar as transformações pelas quais passam esse espaço fundado em 15 de agosto de 1895, quando o estado do Pará aderiu à Independência do Brasil.
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