No dia 15 de dezembro do ano passado, os moradores da rua dos Caripunas, entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro, no bairro da Cremação, em Belém, viram o início de uma obra que deveria mudar a vida da comunidade. Tudo seria feito em 90 dias, mas após quase oito meses, somente metade dos moradores viu, de fato, a melhoria anunciada em placas e promessas da Prefeitura, com direito a verba federal investida.
O trecho é cortado por um canal que nasce na 14 de Março, segue pela Generalíssimo e vai até a avenida Bernardo Sayão. Uma quadra com cerca de 260 metros, que destoa completamente da maioria das ruas em volta é um problema que se arrasta há décadas.
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Enquanto as paralelas acima servem para escoar o trânsito, neste pequeno quadrilátero, que vai até o trecho da rua dos Timbiras, as condições de vida são degradantes. “Eu moro aqui há apenas dois anos, mas nesse tempo já vi muita gente reclamar, já vi imprensa aqui fazendo matéria, mas ninguém resolve nada”, conta o comerciante Rafael Cardoso, 22. O negócio que construiu também acaba prejudicado pela dificuldade de acesso. “Tem muita gente que compra cerveja aqui, mas eles não vêm mais porque o carro não passa. Muita lama, buraco, aí perco os clientes.”
Quem vive ali sabe o quanto foi doloroso esperar por uma obra simples. Quando perceberam que não teria o segundo trecho da obra, muitos moradores ficaram desapontados. “O prometido era esse. Que seriam os dois lados feitos, mas quando acabou lá eles abandonaram o lado daqui. Só agora apareceram”, diz a professora Angela Correa.
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A equipe de trabalhadores que Angela se refere era composta de um maquinário e cerca de três funcionários que preparavam o solo enquanto o trator compactava. Porém, a descrença da população ainda é enorme. Basta saber se agora ela terá fim. “Parece até algo proposital. Nunca fizeram nada. Mas vamos esperar para ver o que acontece”, sonha a estudante Natasha Soares.
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