A tradicional feira na Praça da República, localizada na avenida Presidente Vargas, teve movimento intenso ontem (16), em seu terceiro domingo de retorno, após mais de quatro meses suspenso. Os vendedores afirmam que nem todos estão indo à praça vender seus produtos de uma vez. A escala de trabalho tem sido feita de forma alternada para evitar aglomerações.
Mesmo assim, para o público que frequenta o espaço, as opções de compras são variadas. Desde produtos como brinquedos de miriti, até roupas e bijuterias. Trabalhando com venda de bijuterias desde o ano de 1994, Nilza Maria Lima, 58 anos, afirma que está é a maior crise que tem vivido e afirma que, apesar do retorno, as vendas ainda estão abaixo do período antes da pandemia. “Foi um período horrível porque meu produto não pode ficar muito abafado porque senão estraga, então acabei perdendo muita coisa e esse prejuízo não vai ser ressarcido de uma hora para a outra”, afirma.
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Diogo Araújo, 26, que trabalha em uma destas barracas de venda de brinquedos de miriti e diz que as vendas caíram pela metade em relação com o ritmo normal. “Para quem depende apenas daqui foi um período complicado. Comigo não foi tão difícil porque aqui é uma renda extra, porém uma renda extra que me ajuda bastante e fez bastante falta”, comentou.
Vanessa Lima, 38, trabalha com a venda de doces e salgados e, além da máscara no rosto, também usa luvas nas mãos e uma touca para os cabelos. Tudo para passar o máximo de confiança ao cliente. “Procuro sempre fazer o melhor aos clientes, como se fosse para mim. Usando vários equipamentos de proteção. Esse é um período para me reinventar”, declara.
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