O cliente que tem saído em busca de frutas em feiras e supermercados da Grande Belém tem encontrado preços cada vez mais elevados. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA), que comparou os valores nos últimos meses e constatou aumentos expressivos. O balanço divulgado mostra ainda que muitas frutas tiveram aumento percentual acima da inflação estimada.
Em julho, diversas frutas ficaram mais caras em comparação com junho. Entre aquelas que tiveram o maior índice de reajuste, por quilo, estão limão, com aumento de 10,29%; seguido do melão amarelo, com alta de 3,32%; melancia, com reajuste de 2,99%; maracujá, com alta de 1,97%; goiaba vermelha, que atingiu o índice de 1,75%; e por fim o abacaxi, 1,06% mais caro.
Quando se analisa os sete primeiros meses de 2020 (janeiro a julho), outras frutas entram na lista. Entre os que despontam nesse reajuste estão a laranja pera, com alta de 20,47%; seguida da banana prata, com 7,19%; melancia, com alta de 7,11%; maracujá, com reajuste de 5,83%; mamão, com alta de 2,78%; e acerola, com alta de 0,61%.
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MAIS BARATAS
Apesar do aumento expressivo no valor de algumas frutas, outras tiveram redução de preço nos sete primeiros meses de 2020, como o abacate, com queda de 40,09%; seguido do melão amarelo, -6,56%.
O Balanço feito pelo Dieese/PA mostra também que nos últimos doze meses (julho de 2019 a julho de 2020), a maioria das frutas pesquisadas apresentou aumentos de preços, muitas em percentuais acima da inflação estimada para o mesmo período, em torno de 2,50%. As maiores altas foram registradas nos quilos do limão, com reajuste de 21,73%; seguido do abacate, com alta de 16,85%; melão amarelo, com alta de 16,72%; melancia, com aumento de 11,06%; laranja pera, com alta de 7,75%; goiaba vermelha, com alta de 7,18%; e por fim o mamão, com reajuste de 3,61%.
No mesmo período, poucas frutas tiveram queda nos preços. O destaque vai para o quilo do maracujá, que teve queda de 4,68%; seguido da banana prata, com redução de 3,46%.
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